Ocasionalmente, vemos pessoas que fazem "tudo por um like" nas redes sociais, para que assim ganhem, como afirmou o cineasta e pintor Andy Warhol na década de 1960, os seus "15 minutos de fama". Entretanto, às vezes, parece que certos indivíduos ignoram os limites para atingir tal objetivo.

Este é, por exemplo, o caso de um homem (que não teve sua identidade revelada pela imprensa internacional) da Argélia – país situado no norte da África –, que para obter visualizações e curtidas em sua página do Facebook, resolveu segurar um bebê de dois anos de idade do lado de fora de um prédio de 15 andares, suspendendo-o pela camiseta e usando apenas uma das mãos, enquanto que com a outra usava o celular para registrar seu ato nada responsável.

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De acordo com a rede BBC, o homem – que vive na capital argelina, chamada Argel – é um parente do bebê, e informações divulgadas anteriormente o apontavam erroneamente como sendo o pai da criança. No entanto, o exato grau de parentesco entre os envolvidos não foi revelado.

Para piorar a situação do incidente, o argelino ainda colocou a seguinte legenda na foto postada em sua página pessoal: "1000 curtidas ou eu vou soltá-lo". Muitos usuários do Facebook ficaram extremamente revoltados com as ações do homem, e começaram a pedir que as autoridades locais tomassem medidas para puni-lo, no que consideraram um caso claro de abuso infantil – e foram atendidos.

Pai da criança tentou pedir o perdão para o acusado

Em face do ocorrido, no último domingo (18) um tribunal da Argélia condenou o homem a dois anos de prisão, sob a acusação de ele ter colocado a criança em perigo.

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Entretanto, o argelino afirmou que não fez nada que pudesse ter prejudicado a integridade física do garoto de dois anos de idade, argumentando, segundo um canal televisivo local conhecido como Ennahar, que a foto havia sido alterada por usuários de redes sociais através da utilização programas de edição de imagem. De acordo com o homem, a fotografia foi tirada em uma varanda que possui barreiras protetoras, e que estas teriam sido removidas digitalmente.

Durante o julgamento, o pai da criança ainda tentou intervir a favor do acusado, afirmando perante o júri que seu parente estava apenas brincando. Todavia, o juiz do caso decidiu condenar o argelino com base no que era possível perceber na imagem amplamente divulgada, e que, segundo o magistrado, mostrava claramente uma situação em que a vida da criança estava sendo colocada em risco. #Viral #Crime