O Estado islâmico assumiu a responsabilidade pela ação que resultou em tiroteio e uma mulher feita como #Refém, que terminou com dois homens mortos em Melbourne, na Austrália, durante a noite desta segunda-feira (5). O pistoleiro, identificado pela polícia como Yacqub Khayre, levou uma mulher como refém em um prédio em Brighton, 11 km a Sudeste do distrito central de Melbourne.

A polícia disparou contra ele e o matou depois que o suspeito saiu do complexo com uma espingarda na mão, atirando contra os oficiais. A polícia descobriu o corpo de outro homem na entrada do bloco de apartamentos.

Três policiais foram baleados durante o cerco, embora os ferimentos não tenham sido fatais.

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Dois policiais sofreram lesões nas mãos, e um terceiro ficou ferido na área do rosto e do pescoço.

A refém foi chamada ao apartamento como para prestar serviços, informou a polícia. Nesta terça-feira (6), a polícia disse que a mulher estava traumatizada, mas não ferida. O homem morto estava trabalhando nos apartamentos com serviço gerais.

O Estado Islâmico publicou uma declaração, através de uma agência de notícias ligada ao grupo, dizendo que o ataque havia sido realizado por um de seus soldados. "O ataque em Melbourne, Austrália, foi realizada por um soldado do Estado islâmico em resposta ao apelo à segmentação dos assuntos dos estados da coalizão", disse um comunicado publicado na agência de notícias Amaq e traduzido pela Reuters.

O canal de televisão Seven Network informou que o homem armado fez menção a organização, dizendo "Isto é para ISIS [sigla em inglês para Estado islâmico].

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Isto é para a Al-Qaeda". A frase pareceu entrar em conflito com a reivindicação de responsabilidade direta feita pelo EI.

A polícia de Victoria confirmou, na manhã desta terça-feira, que estava tratando o caso como um ato de terrorismo. O chefe da polícia do estado, Graham Ashton, disse que ainda não estava claro se era um ataque planejado ou espontâneo.

Ele afirmou que a polícia ainda não havia estabelecido se o Estado Islâmico estava diretamente envolvido no ataque. Ele advertiu contra colocar muita fé na reivindicação de responsabilidade feita pelo grupo.

"Nós sabemos que o Estado islâmico entrou e reivindicou a responsabilidade, mas também sabemos que eles fazem isso na queda de um chapéu", disse Ashton. Ashton confirmou a identidade do atacante como Khayre, que foi previamente encarregado de um plano de terrorismo visando o quartel do Exército de Holsworthy, em Sydney.

Ele foi absolvido em recurso. Khayre, a quem Ashton descreveu como tendo uma extensa história criminal, recentemente esteve preso por outras agressões. Ele foi libertado em novembro passado e estava em liberdade condicional no momento do ataque desta segunda-feira. #tiros #policial