De acordo com a rede BBC, dois dos três homens responsáveis pelo ataque terrorista ocorrido em Londres no último sábado (3), que resultou na morte de sete pessoas e deixou outras 48 feridas, já foram devidamente identificados pela Polícia Metropolitana da cidade: Khuram Butt, de 27 anos de idade, e Rachid Redouane, de 30.

Ambos os atacantes residiam em Barking, cidade localizada a leste da capital inglesa. Butt era paquistanês de nascimento, formado em administração de empresas e já era conhecido pela polícia e pelo MI5 – Serviço de Segurança do Reino Unido responsável pela inteligência e contra-espionagem do país –, mas não havia suspeitas de que ele estivesse prestes a executar um ato terrorista.

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Redouane, que tinha ascendência marroquino-líbia e também usava o nome Rachid Elkhdar, trabalhava como chef. Este terrorista não era conhecido pelas autoridades até a deflagração do ataque.

As autoridades também informaram que as 12 pessoas que haviam sido detidas para interrogatório neste domingo (4) por suspeita de envolvimento no atentado – cinco homens e sete mulheres, todos de Barking – já foram liberados.

Investigações

Mark Rowley, comissário assistente da Polícia Metropolitana de Londres, declarou que as investigações continuam em andamento, tanto para confirmar a identidade do terceiro homem quanto para determinar se os três atacantes foram auxiliados por terceiros.

Segundo Dominic Casciani, correspondente da rede BBC, Khuram Butt já havia até aparecido em um documentário de um canal de TV do Reino Unido sobre extremistas islâmicos, quando ele podia ser visto discutindo com policiais nas ruas britânicas.

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Em 2015, duas pessoas entraram em contato com as autoridades por terem preocupações a respeito do comportamento de Butt. Uma delas, inclusive, chegou a ir até a delegacia de polícia local para reportar que estava com medo dele, pois naquela época o terrorista tentava radicalizar seus filhos.

No entanto, as autoridades colocaram Butt em um nível de prioridade menor do que outros suspeitos justamente devido à falta de informações de que ele estava, de fato, envolvido no planejamento de possíveis ataques terroristas.

Adicionalmente, a Press Association informou que no momento em que foi morto a tiros pela polícia, Rachid Redouane portava um cartão de identificação emitido na Irlanda. Todavia, Enda Kenny, primeiro-ministro irlandês, afirmou que o terrorista não fazia parte do "pequeno grupo" de pessoas que estava sendo monitorado pela polícia daquele país em relação à radicalização islâmica. #Terrorismo #Europa