Localizado na costa do Golfo Pérsico, Dubai é a maior cidade dos Emirados Árabes Unidos. Embora o principado, governado pelo xeque Hamdan bin Mohammed Al Maktoum, 34 anos, seja socialmente e tecnologicamente desenvolvido, crimes bárbaros ainda acontecem na região.

Um exemplo de atrocidade que vem indignando a população foi cometido por uma mulher de 61 anos, sentenciada há sete anos de prisão por impedir que a empregada se alimentasse. Devido a restrição imposta pela patroa, a funcionária morreu de inanição, em 2015.

Entretanto, o bizarro crime voltou a ganhar as manchetes dos principais jornais dos Emirados Árabes Unidos, nesta quinta-feira (15), após o júri reduzir o período de prisão da mulher, de sete para apenas três anos em regime fechado.

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Conforme o tradicional periódico do país, The National, e demais veículos de comunicação da região, a muçulmana, por motivos desconhecidos, impediu o acesso da doméstica a qualquer tipo de alimento. Para isso, ela usou correntes e cadeados nas portas dos armários, gavetas e até mesmo na geladeira – veja as manchetes.

Todavia, para impedir uma possível fuga da funcionária, que não teve o nome e a idade revelados, a proprietária ainda instalou barras de ferro nas janelas e nas portas da casa.

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Segundo o jornalista Salam Al Amir, responsável pela apuração das informações, o corpo da trabalhadora foi descoberto em setembro passado, pela irmã da agressora.

Um policial que atendeu a ocorrência disse ter achado a empregada no chão do quarto. “Embora houvesse uma cama, ela estava completamente vestida e a sala estava arrumada e limpa", comentou a autoridade ao The National.

Ele também revelou ter observado uma trilha de sangue na escada da residência. Ao indagar a dona da casa sobre a origem das marcas, o oficial destacou que a muçulmana ficou irritada.

“Ela disse que a empregada caiu e se recusou a responder qualquer uma das nossas perguntas. Ela nos pediu para não pedir nada a ela", salientou.

Ao que parece, essa não foi a primeira vez que a patroa agrediu uma funcionária. De acordo com registros da polícia, várias queixas de ex-funcionários foram apresentadas contra a mulher, em anos anteriores.

Autoridades ressaltaram que todas as denúncias eram referentes a abusos de empregadas domésticas.

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Também acentuaram o fato de várias trabalhadoras terem fugido do local.

Espancada e morta de forme

Ao Tribunal Penal de Dubai, um policial de 29 anos, envolvido na ocorrência, revelou o estranho comportamento da muçulmana com relação aos objetos na casa.

"Sempre que queríamos abrir uma gaveta ou um armário, a mulher tirava uma grande chave do bolso. Ela continuava repetindo que era uma propriedade privada e ela precisava protegê-la", confidenciou.

Responsável pelo exame post-mortem, o médico legista envolvido no caso (nome resguardado) disse ao tribunal que, antes de morrer de fome, a criada foi espancada.

Apesar das evidências, dos depoimentos da polícia e do legista, sobre a condição da empregada, o Tribunal de Apelação de Dubai reduziu a pena para apenas três anos. A promotoria irá recorrer. #Bizarro #Curiosidades #Crime