Que uma boa noite de sono é essencial para restabelecer a #Saúde do corpo e da mente, todo mundo sabe. Contudo, um estudo recente descobriu que o sono de má qualidade pode desencadear a doença de Alzheimer.

Conforme cientistas da Universidade de Stanford e da Washington Medical School, ambas nos Estados Unidos, até mesmo uma única noite de sono interrompido eleva os níveis de uma substância nociva ao cérebro, a beta amiloide – responsável por impedir que as células cerebrais se comuniquem umas com as outras.

Apesar de ocorrer com frequência entre os adultos, a interrupção do sono também aumenta os níveis de outra química relacionada à demência.Chamada de ‘tau’, ela é conhecida por causar emaranhados no cérebro e desencadear o Alzheimer.

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David Holtzman, chefe do Departamento de Neurologia da Washington Medical School, ressaltou ao jornal britânico The Telegraph, que o sono ruim, aquele em que o sujeito acorda no meio da noite, agrega a chance de demência.

“Nós pensamos que talvez o sono crônico pobre durante a idade média possa aumentar o risco da doença de Alzheimer mais tarde na vida. Nós mostramos que o mau sono está associado a níveis mais altos de duas proteínas associadas à doença de Alzheimer”, acentuou Holtzman.

De acordo com os estudiosos, a apneia do sono – quando a pessoa deixa de respirar e acorda diversas vezes durante a noite –, acelera o surgimento de problemas cognitivos em até dez anos antes de qualquer indivíduo com o sono normal.

“A deficiência cognitiva leve é ​​um sinal de alerta precoce para a doença de Alzheimer”, disse o chefe do Departamento de Neurologia da Washington Medical School.

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Segundo o professor Yo-El Ju, da Universidade de Washington, problemas crônicos no sono indicam grandes chances de o indivíduo ser acometido pela demência. “Eu acho que isso pode levar a níveis de amilóide cronicamente elevados, que os estudos com animais demonstraram que aumentaram o risco de placas amilóides e Alzheimer", atestou.

Todavia, no entendimento da cientista Laura Phipps, que trabalha diretamente com pacientes portadores da doença, no Alzheimer Research UK (Inglaterra), outros fatores são cruciais para o surgimento da patologia.

“O desenvolvimento da doença de Alzheimer é um processo que leva muitos anos e provavelmente dependerá de múltiplos fatores genéticos, de saúde e de estilo de vida", observou.

A ponderação de Laura também foi aceita pelo professor Yo-El Ju, envolvido no estudo sobre a qualidade do sono e o Alzheimer, publicado na revista Brain. Ele disse que não há como precisar se existe uma única relação entre a doença e as noites mal dormidas.

Entretanto, ressaltou o fato de proteínas correlatas à patologia aumentarem em decorrência dessas características.

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“Neste ponto, não podemos dizer se melhorar o sono reduzirá seu risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Tudo o que podemos dizer é que o mau sono aumenta os níveis de algumas proteínas associadas à doença de Alzheimer. Mas, uma boa noite de sono é algo que você quer se esforçar [para ter] de qualquer maneira”, concluiu. #Curiosidades #Medicina