Quando o agente da Matrix Smith disse ao protagonista Morpheu (Laurence Fishburne) que o ser humano é o vírus que destrói o planeta, a degradante visão da nossa espécie pareceu apelativa na época em que o filme foi lançado, 1999. Veja o trecho da conversa:

Porém, 18 anos depois do lançamento de Matrix, a afirmativa de Smith é confirmada por cientistas das universidades de Stanford (EUA) e da Cidade do México. Segundo reportagem divulgada pelo jornal britânico Daily Mail, nesta terça-feira (11), o mundo está entrando na sexta extinção em massa, e a culpa é nossa.

“A superpopulação e a ganância dos seres humanos estão gerando fatores por trás da destruição de espécies na Terra, o que está tendo um impacto negativo nos ecossistemas”, alertam os pesquisadores – confira a manchete.

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Publicada no Diário do Processo da Academia Nacional das Ciências, a pesquisa ainda acrescenta o perturbador aspecto de a extinção em massa estar acontecendo mais rápido do que o previsto.

Apesar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, achar que o aquecimento global e demais problemas naturais ocasionados pelo homem sejam uma conspiração global arquitetada ‘‘sabe-se lá por quem’’, pesquisadores demonstram preocupação. Eles salientam que se nada for feito em poucos anos, a vida selvagem pode ser totalmente aniquilada.

"Nós enfatizamos que a sexta extinção em massa já está aqui e a janela para uma ação efetiva é muito curta, provavelmente duas ou três décadas no máximo”, ressaltam.

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No decorrer do #estudo, eles acentuam diversas circunstâncias alarmantes, como a gritante diminuição de 50% do número de animais “que uma vez compartilharam a Terra com o ser humano”.

Também reforçam os preocupantes efeitos colaterais a serem sentidos pela civilização humana. “A aniquilação biológica resultante, obviamente, também terá graves consequências ecológicas, econômicas e sociais. A humanidade acabará por pagar um preço muito alto pela diminuição da única assembleia de vida que conhecemos no universo", afirmam.

Os autores analisaram 27.600 mamíferos, répteis e anfíbios para a elaboração da #pesquisa. Ainda concluíram que desde 1993, 43% dos leões africanos foram extintos.

Eles não informaram por quanto tempo a espécie humana será capaz de sobreviver depois da drástica redução das espécies. Porém, o tempo de agir é agora, ou será tarde demais.

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“A vida selvagem está morrendo por causa da destruição do habitat, da caça furtiva, da poluição e das mudanças climáticas. Todos os sinais apontam para assaltos cada vez mais poderosos sobre a biodiversidade nas próximas duas décadas, pintando uma imagem sombria do futuro da vida, incluindo a vida humana”, alerta o estudo científico. #Curiosidades