Publicidade
Publicidade

Conforme uma reportagem publicada pelo portal de notícias ‘’The Washington Post’’, nesta quinta-feira (27), 29 pessoas foram presas por autorizar o estupro de uma menina de 16 anos [VIDEO]. Conforme relatos, o estupro foi determinado pelo Conselho de Anciãos de uma aldeia paquistanesa como punição pelo fato do irmão da vítima de 16 anos ter estuprando uma menina de 12 anos.

Segundo o portal, o incidente aconteceu no dia 16 de julho, em Multan, no Paquistão, mas somente agora foi revelado para os meios de comunicações. Após alguns dias do incidente, às duas famílias se reuniram com anciões da aldeia para discutir uma punição para os envolvidos.

Publicidade

O surpreendente de tudo é que os anciões decidiram que o irmão da menina de 12 anos estuprado tinha que estuprar a irmã do agressor com punição. "Um jirga [conselho da aldeia] ordenou o estupro de uma menina de 16 anos como punição, já que seu irmão tinha estuprado uma menina de 12 anos [VIDEO]”, disse o policial Allah Baksh.

O policial também afirmou que o conselho da aldeia havia sido abordado por um homem que afirmou que sua irmã de 12 anos tinha sido estuprada pelo primo. O jornal informa que a adolescente de 16 anos foi arrastada para onde os membros do conselho da aldeia se reuniram e estuprada na frente dos homens e de seus pais.

As mães de ambas as vítimas relataram o ataque à polícia, que iniciou um inquérito e detiveram os 29 membros do conselho. A investigação está em andamento para encontrar os outros envolvidos no #Crime.

Publicidade

Enquanto isso, o ex-presidente da Associação de Advogados do Supremo Tribunal e a ativista dos direitos humanos Asma Jahangir disse que os conselhos de aldeias (panchayats) não têm legitimidade e enfrentam acusações se violarem a lei.

“Os panchayats não têm legitimidade e os tribunais declararam o mesmo. Se eles atuarem fora da lei, então o panchayat e seus membros devem ser processados de acordo com a lei", disse Jahangir.

Os panchayats geralmente são formados por idosos de cinco vila da mesma região que deliberam sobre disputas nas áreas rurais do Paquistão. Eles foram formados para atuar em casos de homicídios de honra e estupros [VIDEO]. Em 2002, Mukhtar Mai Meerawala foi estuprada em grupo nas ordens de um jirga local em uma aldeia no Sul de Punjab como punição para o alegado caso do irmão de 12 anos com uma mulher mais velha.

Mukhtar Mai foi brutalmente estuprada por seis homens e obrigada a desfilar nua pelas ruas da localidade. Mas Mukhtar Mai corajosamente levou seus estupradores ao tribunal, embora posteriormente os homens foram absolvidos pelo Supremo Tribunal do Paquistão. Mukhtar Mai agora é defensora dos direitos das mulheres. #Investigação Criminal #Casos de polícia