Após um plebiscito simbólico ocorrido no domingo, 16, quando 7,6 milhões de venezuelanos foram às urnas opinarem sobre a situação atual do país, a oposição convocou a todos para uma #Greve contra o governo de #Nicolás Maduro nesta quinta-feira, dia 20.

Freddy Guevara, líder da oposição, afirmou que a hora zero havia chegado e convocou o país para “maciçamente e pacificamente” a uma guerra cívica com intuito de pressionar os comandados.

"Na quarta-feira, daremos o primeiro passo para avançar na formação do governo de união nacional com a assinatura do compromisso unitário para a governabilidade", complementou Guevara.

Três perguntas nortearam a pesquisa estabelecida durante o final de semana, pedindo a opinião da população: 1) se o povo era favorável ou não a Assembleia Constituinte imposta pelo presidente; 2) se desejam que as Forças Armadas defendam a Constituição que está em vigor; 3) se gostariam de uma nova eleição antes do fim do mandato de Maduro.

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O resultado é de que 98,4% da população é contra a formação da Assembleia Constituinte, mas, mesmo assim, o governo de Maduro afirma que os dados foram coletados de maneira ilegal e não podem ser considerados.

No dia 30 de julho, serão escolhidos os participantes da Assembleia Constituinte junto ao regime de Maduro.

Brasil é contra a reforma da Constituição Venezuelana

O Ministério de Relações Exteriores emitiu um texto explicitando estar em desacordo com o regime de Nicolás Maduro em alterar a Constituição do país e convocar um Assembleia Constituinte. Os argumentos norteadores é de que as regras implementadas pela mesma violam o direito ao "sufrágio universal" e o próprio princípio da "soberania popular".

Esta colocação cria mais ênfase após o índice elevado de participação dos venezuelanos nas urnas, mesmo que de forma simbólicas, quando os mesmos imploram por justiça ao governo e buscam correr atrás de seus direitos tentando, de alguma forma, entrar em acordo com as atitudes impostas por seu presidente.

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A Venezuela vive em grave crise econômica desde 2014 com a baixa nos preços do petróleo, sua maior fonte de riquezas e exportação, que levou o país a rompimentos de alianças entre países vizinhos e potências mundiais, como Estados Unidos. Governo e oposição vivem em uma onde de ataques desde março, onde os conflitos vão para as ruas em meio de protestos e derramamento de sangue, com 94 mortes confirmadas. Além disso o povo sofre com o descaso, a falta de alimentos e medicamentos. #Venezuela