Nos quatro cantos do planeta há guerras e guerrilhas sendo travadas neste exato momento, mas há algumas que atraem muito mais a atenção da mídia e da população mundial do que outras, como, por exemplo, o conflito no Oriente Médio, disputas territoriais no Leste Europeu e até a #Guerra fria que se instalou na península coreana.

Entretanto, mesmo entre os países mais discretos da América do Sul ocorrem as ameaças de guerra por uma série de motivos, tais como: disputa por território, ressarcimento econômico. conflito levado às cortes internacionais, entre outros.

Lamentavelmente é essa situação que vem sendo protagonizada pelo #Chile e #Bolívia.

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Tanto é assim que na última semana, dois policiais chilenos ficaram presos por quatro dias na Bolívia para só depois serem deportados para o Chile de volta.

Acontece que os policiais do Chile adentraram 10 quilômetros o território da Bolívia sem que as autoridades de La Paz tivessem autorizado a manobra. Os chilenos foram acusados de resistência às forças bolivianas, invasão da fronteira, tentativa de fuga e ainda porte ilegal e contrabando de armas.

A polícia chilena chegou ao ponto de afirmar que a prisão de seus agentes não passou de uma vingança barata por parte dos policiais da Bolívia. Como que para recompensar o retorno dos chilenos ao país de origem, eles foram recebidos como verdadeiros heróis por um grupo oficial liderado pelo comandante chefe dos Carabineros, que é a polícia militarizada do Chile.

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Vale frisar que em 19 de março deste ano, em um episódio similar, nove oficiais e agentes aduaneiros bolivianos perseguiam um caminhão que supostamente transportava contrabando. Não deu outra, foram detidos pela polícia do Chile.

A acusação utilizada pelos chilenos é que os bolivianos cooperavam com os contrabandistas, mas La Paz disse que a ação visava a busca e a apreensão de contrabando, baseada em um acordo informal, verbal entre as duas nações, uma vez que na região fronteiriça, as demarcações geográficas não estão firmemente estabelecidas e aceitas pelos dois países.

Aliás, esse foi o mesmo argumento que os chilenos se valeram para fazer a defesa quanto ao caso mais atual. Em março, as autoridades do Chile rechaçaram esse tipo de argumentação, mantendo os nove homens da Bolívia presos por três meses.

Por sua vez, o Ministério da Justiça da Bolívia acusou o Chile de tortura contra os seus funcionários detidos, em pleno encontro oficial da OEA (Organização de Estados Americanos).

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Porém, o que era uma simples rixa fronteiriça entre as duas nações andinas começa a ganhar feições crescentes de guerra, que com uma simples faísca pode eclodir a qualquer momento. O quadro só faz piorar porque tanto o Chile quanto a Bolívia disputam na CIJ (Corte Internacional de Justiça). em Haia, a primazia da soberania do Rio Silala, que atravessa os dois territórios, e também a tão requerida saída da Bolívia para o mar, que se daria através do Chile.

Ultimamente ocorre o aumento dos exercícios militares dos dois países nos locais próximos da fronteira e a possível ascensão da liderança política no Chile agrava ainda mais a relação entre as duas nações sul-americanas, uma vez que Sebastián Piñera, megaempresário e que já foi presidente do Chile, apresenta 26% das intenções de voto para liderar novamente o Chile.

Piñera, por sua vez, vem adotando um discurso semelhante ao do presidente norte-americano, Donald Trump, saindo em defesa do endurecimento da legislação para imigrantes e uma postura de ataque em relação aos vizinhos, entre os quais se destaca a Bolívia.

A rixa entre as duas nações acima citadas pode ser algo pior do que está acontecendo com a Venezuela e certamente se a guerra eclodir, envolverá toda a OEA (Organização dos Estados Americanos), Mercosul e o pior, poderá causar muitas mortes de ambos os lados, e isso é tudo o que mundo não precisava por agora.

Bolivianos se preparam para um possível conflito armado com o Chile: