Dra. Christine McGinn, veterana da Marinha norte-americana e que hoje tem sua clínica particular em New Hope, Pensilvânia, declarou à CNN, no sábado, 29, que irá oferecer gratuitamente as cirurgias de transgenitalização a todos os seus pacientes que foram prejudicados pela decisão de Donald Trump de banir pessoas transgêneras do serviço militar.

Dra. McGinn, que também é uma mulher transgênera, é uma renomada cirurgiã plástica, hoje especializada em transgenitalização, e começou sua transição em 2000, mesmo ano em que foi nomeada como cirurgiã titular da famosa estação naval e aérea Willow Grove, à época considerada a maior dos Estados Unidos.

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Ela foi ainda eleita a cirurgiã de voo do ano no país.

O banimento de pessoas transgêneras de todo o serviço militar foi anunciado por Trump através de seu Twitter, na quarta-feira, dia 26. Em sua declaração, o presidente tratou a presença de transgêneros como um fardo para as tropas, pois o processo de readequação de seus corpos estaria gerando grandes custos e rupturas para o governo.

A decisão de Trump contraria a política iniciada no governo Obama, que buscou possibilitar que militares transgêneros servissem abertamente, dando fim ao banimento do Pentágono conhecido como "Don't ask. Don't tell." ("Não pergunte. Não conte."), que obrigava transgêneros a manterem sua condição em segredo.

O presidente foi alvo de críticas não apenas por sua decisão conservadora, mas também por fazer o anúncio via Twitter.

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Os chefes do comitê militar norte-americano, incluindo seu presidente, o General Joseph Dunford, mostraram-se surpresos com a atitude de Trump e declararam que nenhuma providência será tomada até que se emita uma ordem oficial e que o Secretário da Defesa elabore um guia de ações específicas.

Dunford reiterou que qualquer indivíduo capaz de cumprir com os requisitos físicos para servir continuarão nas forças militares, independentemente de suas identidades de gênero, não havendo motivo algum para que sejam forçados a sair.

Segundo a Dra. Christine McGinn, permitir que pessoas transgêneras sirvam abertamente representa uma porção pequena dos custos com saúde e que há muitos equívocos e falta de informação acerca do processo de transição e do tempo de recuperação pós-cirúrgico. Nem todas as pessoas transgêneras desejam passar por cirurgias e, de acordo com a médica, seus pacientes voltam a trabalhar normalmente em cerca de 6 semanas, havendo casos em que a recuperação toma apenas 2 semanas.

McGinn acredita que o banimento por parte de Trump não tem relação com questões econômicas, nem políticas, sendo um caso óbvio de discriminação. #Transfobia #Transgênero #LGBT