A #Coreia do Norte fez um anúncio afirmando que lançou com sucesso um míssil balístico intercontinental (intercontinental ballistic missile, ou ICBM na sigla em inglês). O teste foi agendado para coincidir com o feriado da independência dos Estados Unidos (celebrado na terça-feira, dia 4 de julho), e segundo a agência estatal de notícias KCNA – controlada por Pyongyang –, o líder norte-coreano Kim Jong-un afirmou que aquele era um "presente" para os americanos.

A KCNA revelou que existe a possibilidade de realização de mais testes e acrescentou que o líder máximo norte-coreano pediu, fazendo uma referência aos mísseis, para que os funcionários do governo frequentemente enviem grandes e pequenos "pacotes de presentes" aos "yankees".

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O país asiático afirmou também que agora é "uma potência nuclear de pleno direito que possui o mais poderoso foguete balístico intercontinental, capaz de atingir qualquer parte do mundo".

Ameaça real para os Estados Unidos

O ICBM da Coreia do Norte, conhecido como Hwasong-14, é uma evolução do modelo de míssil disparado no teste anterior, que foi realizado pela nação no mês de maio. O novo projétil atingiu uma altitude de 2.802 quilômetros, percorreu uma extensão total de 933 km e se manteve no ar por 39 minutos, período após o qual finalmente caiu no mar.

Se este foguete fosse lançado em uma trajetória padrão realizada por um ICBM, ou seja, em um ângulo mais aberto, de modo que conseguisse percorrer uma distância horizontal maior, teria viajado o suficiente para atingir diretamente o Alasca – área que mesmo estando separada geograficamente do território continental dos EUA, integra um de seus 50 estados – podendo, inclusive, transportar uma ogiva nuclear.

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Em face da nova ameaça, Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU (Organização das Nações Unidas), afirmou em uma reunião do Conselho de Segurança da instituição que as ações norte-coreanas estão "rapidamente fechando a possibilidade de uma solução diplomática" e enfatizou que mesmo preferindo uma solução pacífica para o impasse, Washington usará seu "considerável" poderio militar "se for necessário".

No entanto, a agência KCNA emitiu uma nota afirmando que a "estratégia de força" americana "nunca funcionará", mesmo se combinada com pressão e engajamento internacional, acrescentando ainda que ao menos que os Estados Unidos cessem sua "política hostil", a Coreia do Norte não colocará seus programas nuclear e de mísseis balísticos na "mesa de negociação". #Guerra #EUA