Quando tinha 10 anos, a jovem britânica foi diagnosticada com a doença de Crohn, desde então, Jasmine Stacey sofria diarreias constantes com a presença de muco e sangue que a obrigavam a ir ao banheiro em média 25 vezes ao dia. Como consequência, frequentar a escola e universidade era um grande martírio. Além disso, a jovem ficava internada cerca de quatro vezes ao ano.

Quando ela completou 20 anos, seus médicos apresentaram a ela, o que para eles, seria uma opção para salvar a sua vida.

Depois de uma vida de privações e desafios, a jovem estava com a saúde cada vez mais debilitada e uma opção para salvar a sua vida foi-lhe oferecida por seus médicos: fazer uma #ileostomia - cirurgia que liga o intestino delgado a uma abertura pequena no abdômen - uma espécie de "anus" artificial que levariam as suas fezes diretamente em uma pequena bolsa fora do corpo.

Publicidade
Publicidade

A cirurgia durou cerca de onze horas e, conforme depoimento dado à BBC, Jasmine relatou que seu intestino grosso e seu ânus estavam muito prejudicados e os médicos tiveram que removê-los totalmente, assim ela ficou, com o que chamou de "bumbum de Barbie", ou seja, sem ânus.

Apesar do alívio de saber que a cirurgia havia salvado sua vida, agora ela estava diante de uma nova e complicada realidade: viver, permanentemente, com uma bolsa externa cuja exclusiva função é armazenar suas fezes.

Após a cirurgia, Jasmine não conseguia pensar em sair e se divertir como uma jovem normal, não podia considerar a possibilidade de voltar a namorar e a se relacionar com alguém novamente.

"Como falar disso quando se trata de sexo? Qual é o momento certo para tratar do tema? Logo no primeiro encontro ou é melhor esperar que as luzes se apaguem? Vão achar isto repulsivo, já que eu mesma pensava assim? Fará barulho? A bolsa pode cair?", conta.

Publicidade

Dessa forma, ela se sentia cada vez mais solitária e triste. Sua autoestima ficou extremamente baixa e ela acreditava que nunca mais teria relações sexuais novamente. Ela se perguntava a todo o momento porque isso havia acontecido com ela, quando tinha somente 20 anos.

Complicações durante a cirurgia fizeram com que algumas posições sexuais possam ser incômodas para Jasmine e é claro que alguns cuidados devem ser tomados durante uma relação sexual, além de terem que ignorar ruídos da bolsa durante os momentos sexuais, no entanto, ela está fisicamente apta a ter relações sexuais normalmente.

No que se refere a este "setor" o grande impecilho está apenas na parte emocional. Na aceitação ou não de suas condições. Ela teve que passar por uma grande #superação e aceitação de sua nova condição. Desde que decidiu se aceitar e voltar a viver como uma jovem normal, Jasmine já viveu casos de uma noite até um relacionamento de dois anos. É claro que já tiveram homens que reconheceram que não conseguiriam lidar com essa situação.

Publicidade

A estratégia

Ela sabia que tinha que se adaptar a sua condição, então adotou algumas estratégias para viver os momentos a dois da melhor maneira possível. Antes da relação ela troca a bolsa, coloca algumas gotas de perfume e toma um remédio com a finalidade de retardar a evacuação.

De paciente à empreendedora

Jovem e preocupada em se manter sensual, segura e confortável, Jasmine teve a ideia de criar uma linha de lingerie que se adaptasse à sua condição. Ela conta que queria algo sexy e feminino, mas que lhe devolvesse a confiança. Como não encontrou nada que atendesse as suas necessidades, começou a desenha a própria linha de roupa íntima. "Faço o desenho para empoderar as #mulheres" conta.

Em 2015 ela saiu do seu emprego como enfermeira para se dedicar completamente ao seu projeto empreendedor. Sua iniciativa e seus produtos ajudam outras mulheres que vivem nas mesmas condições que Jasmine a lidar com a vida após esse tipo de cirurgia.

Veja abaixo algumas de suas criações divulgadas em seu perfil no Facebook e se inspire: