Chantagem e ameaças são estratégias que as #mulheres usam para fazer #sexo com homens contra sua vontade, segundo pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido. Isso explicou as experiências de mais de um quinto dos homens que responderam uma pesquisa on-line, a primeira do gênero no Reino Unido, para estudar casos de homens que foram forçados a ter relações sexuais com mulheres.

Contar mentiras, fazerem ameaças para acabarem [VIDEO] com um relacionamento, avisos de propagação de boatos e abuso verbal foram citados por 22,2% dos homens que participaram da pesquisa.

O estudo, liderado por Siobhan Weare, da Faculdade de Direito da Universidade de Lancaster, e apoiada pela entidade Survivors Manchester, também encontrou o uso da força, como usar o peso corporal ou ter uma arma, que tiveram uma participação de 14,4%.

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A estratégia menos frequente foi a administração de drogas de forma não consensual (1,3%). Weare explica: "O termo "forçado a penetrar" foi cunhado por esses casos, porque, enquanto envolve a penetração peniana não consensual, eles não se enquadram no crime de estupro. A ofensa de estupro só pode ser cometida por homens devidos a exigência da penetração peniana da vítima. Nos casos "forçados a penetrar", o infrator é aquele que está sendo penetrado por uma vítima que não é autorizada”.

Todos os 154 dos participantes da pesquisa masculina no Reino Unido experimentaram ser obrigados a manter relação sexual. Os homens compartilharam suas experiências mais recentes de serem forçados, bem como seu envolvimento com o sistema de justiça criminal, como eles rotulariam o que lhes aconteceu, se eles haviam experimentado a coação muitas vezes e se sofreram danos emocionais e psicológicos.

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"Embora o tamanho da amostra de 154 possa ser menor do que o normalmente esperado, isso deve ser considerado no contexto de uma questão que está subordinada e não discutida e que este é o primeiro e único levantamento desse tipo a ser conduzido no Reino Unido”, acrescentou Weare.

"A natureza escondida deste crime e a dinâmica de gênero complexa envolvida significa que um grande número de participantes da pesquisa era altamente improvável,​- não porque isso não acontecesse aos homens, mas porque muitos se sentem com vergonha ou muito angustiado para denunciar”, justifica o responsável pela pesquisa.

A maioria dos participantes que completou a pesquisa informou que conhecia a mulher, muitas vezes através de conhecido ou um amigo e pouco mais da metade estava ou tinha estado em um relacionamento com ela.

Apenas dois homens disseram que relataram sua experiência à polícia e, em ambos os casos, o caso não chegou ao tribunal. "Colapso" foi o rótulo mais frequente usado pelos participantes para descrever sua provação, apesar de a lei não reconhecer esses casos dessa maneira. #Homem