Ao todo, foram necessários três longos anos de batalha e cerca de 100 mil soldados para realizar o feito, mas finalmente, nesta segunda-feira (10) o Estado Islâmico foi completamente derrotado em Mosul, no Iraque – cidade que o grupo terrorista havia transformado em uma fortaleza, onde em 2014, o seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou um "califado", ou estado governado por um representante de Alá na Terra (no caso, ele próprio) em um pronunciamento feito na Grande Mesquita de al-Nuri.

De acordo com a agência Reuters, Haider al-Abadi, primeiro-ministro iraquiano, declarou oficialmente "o fim, o fracasso e o colapso" dos jihadistas, que foram derrotados por uma coalizão formada por militares do Iraque, combatentes curdos e milícias xiitas – tropas locais que receberam apoio de um consórcio internacional liderado pelos Estados Unidos.

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A vitória tem um significado muito simbólico, representando um duro golpe contra o #Estado Islâmico, mas Abadi foi realista em seu discurso e enfatizou que ainda existem muitos desafios à frente, tais como criar estabilidade, reerguer construções e eliminar as células ativas de terroristas. Mesmo assim, civis comemoraram o feito.

Além disso, ainda há o problema relativo à crise humanitária que a #Guerra causou. Segundo a ONU, desde que o confronto militar começou em Mosul (no mês outubro do ano passado), 920 mil civis fugiram de suas casas, e 700 mil ainda estão deslocados, necessitando de alimentos, água e atendimento básico de saúde.

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Ameaça não está totalmente eliminada

Segundo a Reuters, o governo do Iraque declarou uma semana de feriado para celebrar a queda do Estado Islâmico. Entretanto, a organização terrorista ainda existe no país, e, infelizmente, continua a representar uma ameaça global, inspirando pequenos grupos ou os assim chamados "lobos solitários" na realização de ataques contra países do Ocidente, a exemplo daqueles que aconteceram recentemente no Reino Unido.

Abu Bakr al-Baghdadi, que fugiu de Mosul, permanece com seu paradeiro desconhecido – alguns relatórios afirmam que ele está morto, mas muitas autoridades internacionais não corroboram a informação –, e o Iraque agora possui a difícil tarefa de administrar tensões sectárias e evitar que uma possível onda vingança se espalhe pela cidade retomada.

Stephen J. Townsend, tenente-general do Exército americano, afirmou em um comunicado que o momento atual deve ser de união entre todos os iraquianos, para que dessa forma o Estado Islâmico seja derrotado em todo o país, e que assim, as condições que levaram ao nascimento da organização terrorista não voltem a surgir.