De acordo com o Mail Online, uma mulher-bomba carregando o seu bebê em um dos braços foi fotografada em Mosul, no Iraque, momentos antes de detonar explosivos que transportava em uma bolsa. O intuito da atacante era ferir ou matar os soldados das forças de segurança daquele país – apoiadas pelos Estados Unidos – que estão combatendo integrantes do #Estado Islâmico sitiados na cidade desde outubro do ano passado.

A iraquiana, que usava a vestimenta feminina padrão das seguidoras do islamismo, conhecida como burka, se encontrava em meio a um grupo de pessoas que estavam deixando uma área de Mosul recentemente libertada das mãos dos terroristas, que a cada dia estão perdendo mais terreno.

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Segundo um cinegrafista do canal de TV local al-Mawsleya, a mulher aparentemente teria tentado acionar o detonador do aparato no momento em que estava passando pelos soldados, mas a bomba só explodiu um pouco à frente do ponto pretendido.

Como resultado, o ato suicida acabou matando quatro pessoas – a própria terrorista, o filho pequeno dela e mais dois soldados –, além de ter deixado vários civis feridos.

Derrota do Estado Islâmico é iminente

Autoridades iraquianas estão muito próximas de anunciar a derrota completa do Estado Islâmico em Mosul, cujos combatentes estão isolados em uma área de cerca de 600 metros quadrados situada próxima ao rio Tigris, e que divide a cidade iraquiana entre as suas partes leste e oeste. Acredita-se que restem aproximadamente 200 terroristas na região da localidade conhecida como Cidade Velha, e os jihadistas estão sendo auxiliados por suas esposas suicidas – pelo menos 20 mulheres-bomba que estavam se escondendo entre civis detonaram explosivos nas últimas duas semanas.

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A manobra do Estado Islâmico de usar atacantes do sexo feminino torna difícil a prevenção dos atentados, uma vez que na cultura conservadora do Iraque, os soldados acabam não pedindo para que as mulheres levantem as roupas que estão usando em uma tentativa de verificar se elas estão carregando algum tipo de explosivo, assim como acontece nas inspeções comumente realizadas com os homens.

Além disso, um general iraquiano afirmou que os terroristas estão chegando ao ponto de até mesmo usar seus próprios filhos como escudos humanos, o que deixa as forças militares hesitantes em realizar ataques aéreos – manobra que facilitaria o avanço das tropas e reduziria o tempo de combate. #Terrorismo