Após mais uma derrota no tribunal, os pais de Charlie Gard estão desistindo da batalha legal. Após meses de luta, eles estão desistindo e vão renunciar ao tratamento alternativo, nos EUA, para o qual até já tinham dinheiro. O menino foi considerado doente terminal, por uma #Doença de perda de músculos extremamente rara e devastadora. No tribunal, Connie Yates disse, com lágrimas nos olhos, que seu filho não viveria para ver seu primeiro aniversário, na semana que vem.

Após oito meses de uma batalha legal, os pais estão desistindo. Porém, eles culpam os médicos de não os terem deixado lutar quando ainda havia chance. De acordo com esta mãe, os médicos desistiram cedo demais, em uma altura em que o menino ainda poderia ter aguentado essa viagem até os EUA.

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Agora, após os novos exames da semana passada, eles compreenderam que seu garotinho não tinha mais esperança. "Lamentamos que não pudemos salvá-lo. Nós tivemos a chance, mas não nos deixaram", disse a mãe, devastada, em palavras contra o hospital de Great Ormond Street, em Londres.

Para a corajosa família, os médicos perderam tanto tempo com burocracias que esgotaram o tempo do bebê. De acordo com o jornal Daily Mail, até o juiz precisou limpar suas lágrimas, durante as últimas palavras de Connie. "Bons sonhos, bebê. Durma bem nosso menino lindo", foram as últimas palavras de uma mãe, que se apresentou, de coração despedaçado, no tribunal, após oito meses de indefinições na #Justiça.

Após essas declarações, o pequeno Charlie será retirado do sistema de apoio à vida, que o vem mantendo vivo, pelos últimos meses, período em que os pais tentaram de tudo, acionando até a Justiça.

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Eles fizeram tudo o possível contra os médicos que, desde cedo, sempre quiseram desligar os aparelhos. No entanto, os pais sempre acreditaram que poderiam existir outros tratamentos. Os ingleses sempre foram relutantes, até que a ajuda chegou dos EUA. Porém, foi tarde e o menino já não poderia suportar esse tratamento, que seria experimental.

Connie contou que o cérebro de seu filho nunca esteve tão danificado quanto o hospital afirmava em tribunal. No entanto, os exames da semana passada revelaram que seus músculos se deterioraram tanto que o tratamento experimental oferecido por um médico nos EUA agora já não teria esperança.

Para os ingleses, essa oferta americana trazia um interesse financeiro e acusavam esse médico de estar oferecendo "falsas esperanças". A verdade é que os pais de Charlie acreditaram que havia essa chance e lutaram por ela até o último momento. Infelizmente, sua crença terminou nesta segunda-feira, 24, e o menino terá, agora, finalmente, autorização para morrer.

Em um caso que comoveu o mundo, o Vaticano já disse que o Papa Francisco estava orando pela família e "se sente especialmente perto deles". #Bebê