Gayle Newland, a mulher de 27 anos que enganou sua namorada, que pensava estar com um homem, foi condenada à pena de cadeia, no tribunal de Manchester, na Inglaterra. Como o juiz já havia avisado a ela, esta jovem não escapou de uma condenação na prisão, onde ficará por seis anos e meio. De acordo com o testemunho da vítima, ela foi enganada e chegou a manter relações sexuais com Gayle, que pedia para ela vendar os olhos e de quem nunca viu o rosto. Quando descobriu que afinal o seu 'namorado' era, na verdade, uma mulher, ficou desolada e apresentou queixa na polícia.

De nada valeram as lágrimas de Gayle Newland, que chegou a soluçar na frente do juiz, pedindo para não ser mandada para a prisão.

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No entanto, esta jovem foi mesmo condenada.

Durante dois anos, ela enganou e manipulou sua vítima. Primeiramente, Gayle criou um falso perfil online, através do qual ela começou falando com a suposta vítima. Porém, ela sempre se apresentava como um homem e, mesmo quando se encontraram, ela pedia para a outra jovem vendar os olhos e, assim, elas foram mantendo esse secretismo na relação. Quando se envolveram sexualmente, Gayle usou um pênis falso, fingindo ser homem, o que acabou causando enorme repulsa em sua vítima, quando descobriu toda a verdade.

A vítima disse que estava tão apaixonada por "Kye", o nome que Gayle usava na internet, que concordou em usar máscara e cachecol cada vez que elas fizeram sexo. Ela finalmente descobriu a verdade em 2013, quando tirou a máscara e viu Newland colocando o pênis protésico.

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Ela contou que ficou sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão como resultado da decepção. No entanto, Gayle sempre negou essa versão e contou que a outra mulher conhecia seu gênero o tempo todo e elas estavam participando de uma fantasia compartilhada. Ela contou ainda que usou o perfil do Facebook de nome Kye, com fotos e vídeos de um homem americano, porque achava difícil falar com garotas.

No tribunal, o juiz David Stockdale QC disse: "É difícil conceber um engano tão degradante ou prejudicial para a vítima em sua descoberta. Esta foi uma ofensa sexual muito grave cometida por meio de um engano planejado e sustentado, que causou danos significativos e sofrimento à vítima".

Newland havia sido condenada a oito anos de prisão pelos mesmos crimes em 2015, mas foi liberada em apelo no ano passado. No mês passado, o caso foi novamente julgado e ela gritou "não posso voltar para a prisão", depois de ter sido considerada culpada por três agressões sexuais. Nesta quinta-feira, 20, o juiz a condenou a seis anos por #Abuso Sexual, além de mais seis meses por enganar seu empregador enquanto estava sob fiança. #namoro #Justiça