Embora os “nibirutas” – fanáticos do apocalipse que torcem para um hipotético planeta errante (Nibiru) atingir a Terra – sejam adeptos de teorias bizarras sem vínculo com a realidade, desde 2011 cientistas descobriram a existência de planetas errantes, ou “órfãos”, vagando pelo espaço sozinhos, sem a companhia de uma estrela ou outro astro qualquer.

Apesar desses corpos celestes serem, em grande maioria gasosos e não representarem perigo de colisão com a Terra, um recente estudo elaborado por astrônomos poloneses, concluiu que esses mundos exóticos podem abrigar vida.

De acordo com os pesquisadores, descobertas de hipotéticos planetas errantes rochosos, maiores que a Terra e Marte, são comuns e costumam atravessar a Via Láctea há bilhões de anos.

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As informações são do jornal britânico Express, edição de segunda-feira (24) – confira a manchete.

Segundo o cientista polonês Andrzej Udalski, astrônomo e professor da Universidade de Varsóvia, a ausência de luz solar nesses mundos escuros não interfere no desenvolvimento da vida.

Ele avalia que os organismos extraterrestres podem sobreviver obtendo calor a partir de fontes hidrotermais. Além disso, ressalta que as elevadas temperaturas iniciadas após a formação desses mundos rochosos e os elementos radioativos resultantes, os tornem habitáveis.

O polonês não descarta a chance de lagos, oceanos e aberturas hidrotermais existirem nesses mundos solitários, sem trajetos ou órbitas específicas.

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Udalski destaca usar uma técnica chamada “microlente gravitacional” para identificar essas características nos planetas errantes.

Em resumo, a lente serve como um tipo de ‘lupa’, e quando o astro órfão passa próximo a algum objeto, a luz sofre interferência, e é aí que eles detectam “a ovelha desgarrada”.

Incertezas permanecem

Przemek Mroz, do Observatório da Universidade de Varsóvia, também envolvido no estudo, fala ao Express, que eles detectaram supostos planetas flutuantes supermassivos, “conforme previsto pelas teorias da formação planetária".

Porém, devido ao pouco tempo de observação, ele admite não ser possível afirmar com 100% de certeza, a natureza dos objetos. “Os eventos de escala mais curta não são bem cobertos por observações e é difícil - se não impossível - provar ou refutar sua natureza como planetas flutuantes”, confessa.

Ainda que os pesquisadores demonstrem entusiasmo com a pesquisa, admitem que missões futuras, auxiliadas por telescópios em desenvolvimento, serão mais precisas em atestar ou refutar a procedência de mundos errantes rochosos.

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Em 2020, por exemplo, a Agência Espacial Europeia (ESA) lança o telescópio Euclid, para investigar astros errantes e outras características do universo profundo.

Já, em 2025, a NASA estreia o telescópio de levantamento de infravermelho de campo amplo (WFIRST) para estudar a atmosfera de exoplanetas - além do nosso sistema solar. #Bizarro #Curiosidades #Astronomia