Neste domingo (16), a oposição venezuelana convocou uma votação aberta ao povo a fim de pressionar o presidente #Nicolás Maduro, que pretende reescrever a Constituição e sua tentativa de exercer ditadura no país. A atitude tomada pela Assembleia Nacional se dá pela votação marcada por Maduro, para o dia 30 de julho, com o intuito de eleger membros para a mudança da Constituição Venezuelana, de 1999.

O #Plebiscito realizou basicamente três perguntas: se o povo era favorável ou não a Assembleia Constituinte imposta pelo presidente, se desejam que as Forças Armadas defendam a Constituição que está em vigor e se gostariam de uma nova eleição antes do fim do mandato de Maduro.

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Imagens feitas por telejornais locais mostram filas enormes para a votação, sinalizando o quanto os cidadãos venezuelanos desejam ser ouvidos. O opositor Julio Borges, presidente da Assembleia Nacional da #Venezuela, afirmou que o dia seria um marco na história do país e que tudo foi feito pelo povo, sem intervenção do governo e em completa harmonia.

Além dos 2.030 locais de votação, venezuelanos que moram em outros países também foram favoráveis ao plebiscito, com urnas improvisadas que totalizam 80 ao redor do mundo. Em Madri, cerca de 30 mil eram esperados para a participação.

Por outro lado, Nicolás Maduro alega que a votação é completamente ilegal, de modo que apenas o Conselho Nacional Eleitoral poderia realizar algo nesse sentido. Neste mesmo domingo o CNE, também fez uma simulação da Constituinte.

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O presidente pediu paz em ambos os eventos.

Informações afirmam a morte de duas pessoas e quarto feridos durante a votação no oeste de Caracas, onde um grupo de favoráveis ao governo atirou contra cidadãos que esperavam na fila.

A crise na Venezuela

Em 2014 com a queda do preço do petróleo, a economia, que se espalda justamente com esta exportação, foi decaindo cada vez mais e as crises começaram a se intensificar bem como a relação do país com seus vizinhos e com potencias mundiais, como Estados Unidos.

A onda de enfrentamentos entre governo e oposição é cada vez maior desde o dia 31 de março. Com pouco mais de três meses de crise extrema, já são contabilizadas 94 mortes em confrontos. Há escassez de alimentos e medicamentos para a população.

Em meio à tentativa de Maduro em “salvar a pátria”, segundo suas palavras, sete em cada dez venezuelanos são contra a Assembleia Constituinte que em números seriam 70%, segundo Datanálisis.