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A polícia do Sul das Filipinas divulgou que matou 15 pessoas na madrugada deste domingo (30) durante uma operação contra o tráfico de drogas. Entre as vítimas estão prefeito da cidade de Ozamiz, Reynaldo Parojinog, e sua esposa.

Segundo informações, o homem e sua esposa Susan foram mortos depois de resistir violentamente a prisão enquanto a polícia [VIDEO] cumpria seis mandados de busca de armas de fogo e drogas ilegais nas propriedades do prefeito e outros membros da família, por volta das 2h30 deste domingo.

De acordo com Jovie Espenido, chefe da polícia de Ozamiz, há tempos o prefeito vinha sendo investigado sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.

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"Ele era um alvo de alto valor em drogas ilegais. Nós aplicamos a lei para proteger as pessoas que querem a paz neste país. Como podemos aplicar a lei se estamos com medo dos senhores da droga? Isso não pode ser, eles devem ter medo de pessoas que fazem o bem para todos", disse Espenido.

De acordo com imprensa local, além dos mortos, mais cinco pessoas foram presas, entre elas está a filha do prefeito [VIDEO], Nova Evaches, que atua como vice-prefeita da cidade. Segundo as informações, quando os policiais estavam se aproximando das residências de Parojinog, foram recebidos a tiros pelos seguranças, quando um policial ficou ferido.

"A polícia estava cumprindo um mandado de busca quando os guardas de segurança do prefeito dispararam contra os policiais, que retaliaram", disse o porta-voz da polícia, o superintendente Lemuel Gonda.

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O oficial relatou que uma granada foi detonada dentro da casa do prefeito. Mas, segundo o chefe de polícia, não está claro se o prefeito e sua esposa foram mortos devido à explosão da granada ou se eles foram mortos a tiros.

Na casa do prefeito, os policiais encontraram rifles, granadas, munições e drogas ilegais. Parojinog já havia sido acusado de corrupção, mas ele negou qualquer ligação com drogas ilegais. Ele se torna o terceiro prefeito a ser morto na sangrenta repressão do presidente Rodrigo Duterte contra as drogas, que deixou mais de 3 mil mortos [VIDEO] desde junho de 2016 e atraiu amplas críticas de grupos de direitos humanos.

Em novembro de 2016, policiais mataram Rolando Espinosa, o prefeito da cidade de Albuera. Uma semana antes, Samsudin Dimaukom, prefeito da cidade de Ampatuan, foi morto em um tiroteio em um ponto de controle da polícia sob suspeita de que ele e seu pessoal de segurança estavam transportando drogas ilegais. #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia