Quem nunca assistiu ao documentário Chuck Norris vs #Comunismo, no #Netflix? O documentário fala como era o comunismo romeno e o que fez acontecer a revolução de 1989, que levou a morte do ditador romeno Nicolae Ceaușescu. O governo socialista da Romênia deixou várias mortes e, também, traumas em muitas pessoas que passaram por esse governo. Inclusive, no próprio documentário, foi mostrado que eram proibidos qualquer contato com a cultura ocidental capitalista. Só se entrava filmes norte-americanos por contrabando.

Não era só isso, as “atrocidades” atingiam também crianças com deficiência durante o regime do ditador Ceaușescu.

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Segundo consta, o Ministério Público investiga denúncias de que crianças internadas sofriam maus tratos nos hospitais de Pastraveni, de Cighid e de Sighetu Marmatiei, que ficavam em regiões pouco habitadas e muito longe das cidades.

Segundo Efe Florin Soare, historiador do Instituto de Crimes do Comunismo (IICCMER), foram pesquisados somente três dos 26 hospitais envolvidos. Se acredita que é muito maior o número das vítimas do regime comunista, chegando até 10.000 vítimas. Foram denunciadas por essas atrocidades cem pessoas, entre políticos, diretores e enfermeiros que colaboraram entre 1966 até 1989.

Segundo o Instituto, o regime socialista separava essas crianças em três categorias: as recuperáveis, as que eram recuperáveis parcialmente e as que não eram recuperáveis. Esses eram expostos aos piores tratamentos.

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Calmantes, remédios fortes e forçados, banhos frios e muitos maus-tratos. As duas primeiras categorias tinham o que comer, o que vestir e sistemas de aquecimento.

A investigação mostra que realmente não havia um real plano de eliminação dessas crianças, mas, eram incentivados os maus-tratos e as inúmeras negligências. Nesse cenário, existia uma má alimentação e condições higiênicas péssimas. Sem nenhum tratamento médico, eram totalmente isolados. Um dos sobreviventes, Efe Izidor Ruckel, declarou que as crianças sofria tanto fisicamente quanto psicologicamente.

Segundo ele, tomava medicamentos forçados e sempre vomitava. Via outras crianças não poderem ir ao banheiro e se sujarem. Disse que, quando encontrou os pais biológicos nos EUA, já que foi adotado, descobriu que não tinha nascido com nenhuma deficiência.

O conselheiro que cuida da parte jurídica da IICCMER, Catalin Constantinescu, disse acreditar que muitos que foram vítimas vão falar, e a investigação do Ministério Público irá resolver o caso.