Alguns dos leitores deste artigo, ao terminarem de lê-lo, certamente dirão que é “a #Turquia sendo Turquia”, ou seja, é o país que adota um comportamento belicoso através dos milênios e que muda de lado de acordo com os interesses pessoais do seu governo que está no poder.

Exemplos históricos não faltam, comprovando o acima citado. Enfim, desde os otomanos, que invadiram e destruíram muitos dos patrimônios dos países de outrora, os turcos modernos não deixaram por menos e também têm a sua parcela de responsabilidade em acontecimentos trágicos na história da humanidade.

A Turquia foi a responsável direta pelos genocídios armênio, grego e assírio.

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Foi aliada dos nazistas alemães na 2ª Grande Guerra Mundial. Somente no ano passado, invadiu o espaço aéreo e marítimo de sua vizinha, a Grécia, milhares de vezes, com caças de combate e navios de guerra armados, o que se constitui em flagrante desvio de leis diplomáticas internacionais.

Região de fronteira entre a #Grécia e a Turquia

A Turquia é acusada pela Rússia de ter negociado petróleo roubado com o Daesh ou Estado Islâmico; Recep Erdogan, presidente da nação, está metido com negócios fraudulentos na área da construção civil; o governo turco teve a ousadia de abater um caça russo sobre espaço aéreo da Turquia e isso sem falar do massacre assassino que impõem sobre o povo curdo.

Há poucos dias, o governo turco de Ancara determinou que duas fragatas, além de um submarino, zarpassem em direção à #Chipre, a fim de controlar um navio de perfuração na porção oriental do Mar Mediterrâneo.

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Uma fonte militar turca, que preferiu não se identificar, acabou fazendo essa revelação à Reuters, agência internacional de notícias.

Como fracassaram as negociações em torno da reunificação da ilha de Chipre, o envio militar turco foi autorizado. Atualmente a ilha é desmembrada entre cipriotas turcos e cipriotas gregos.

As embarcações militares foram enviadas por Ancara em 13 de julho rumo às costas de Chipre, sob a alegação de que a exploração de gás e petróleo por dois terços da ilha, cujo controle está nas mãos dos descendentes dos gregos, deve ser monitorada.

O governo da Turquia já tinha ameaçado Chipre, dizendo que lançaria mão das medidas que julgasse necessárias para estancar a produção de petróleo pelos cipriotas gregos em conjunto com a “Total”, empresa de capital francês.

Os turcos querem que todas as riquezas que forem extraídas das águas cipriotas sejam divididas em duas partes.

O controverso Mevlut Cavusoglu, ministro das Relações Exteriores turco, prepara medidas de retaliação contra Chipre e ele mesmo declarou que os cipriotas gregos não foram capazes de ser sinceros nas negociações sobre a reunificação da ilha na semana passada.

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Cavusoglou, como é de costume da Turquia, que, por exemplo, nega ter praticado o genocídio armênio, também se esqueceu de que em 20 de julho de 1974, o país muçulmano invadiu Chipre, provocando muitas mortes.

O pretexto é que a Turquia deveria proteger a comunidade turca na ilha, uma vez que foi decretado o golpe de Estado apoiado pela junta militar grega e organizado pela Guarda Nacional Cipriota, depondo o presidente grego cipriota e o arcebispo ortodoxo Makarios III.

Os turcos conhecem a empreitada como “Kıbrıs Barış Harekâtı” (Operação de Paz em Chipre) e “Kıbrıs Harekâtı” (Operação Chipre).

Posteriormente, em 1983, foi declarada a independência da RTNC (República Turca do Chipre do Norte), sendo reconhecida unicamente pela própria Turquia, o que comprova a arbitrariedade do governo de Ancara.

Como já é de costume, tanto os Estados Unidos quanto a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), favoreceram a invasão militar turca na região, o que quase provocou uma guerra destrutiva entre a Grécia e a Turquia, com a previsão da perda de uma grande quantidade de vidas de ambos os lados.

Enfim, contra fatos não existem argumentos, é a Turquia sendo a Turquia!