O presidente dos Estados Unidos, #Donald Trump, exigiu, nesta quinta-feira (27), que parentes e pessoas ligadas aos servidores americanos saiam da #Venezuela. Ele permitiu também o afastamento espontâneo dos componentes da comissão diplomática por conta da crise humanitária e política que está acontecendo no país sul-americano, confirmou o Departamento de Estado.

O setor de Estado dos Estados Unidos recomenda aos americanos para não viajarem com destino à Venezuela. O documento emitido pelo país afirma que, por causa de haver ausências de medicamentos e alimentos, revoltas sociais e crimes violentos, não aconselha que os americanos fiquem no país.

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"A condição política e de segurança da Venezuela é inesperada e pode alterar muito rápido", afirma o documento, adicionando que tudo isso vem acontecendo desde o mês de abril. A Casa Branca também alerta sobre os imprevisíveis protestos que acontecem em vários locais da Venezuela, onde corriqueiramente morrem pessoas pelos confrontos com o aparato de segurança estatal do país.

A evacuação de parentes e de empregados da embaixada estadunidense ocorre há três dias por conta da contraditória eleição para compor uma Assembleia Constituinte convocada por Nicolás Maduro, atual presidente da Venezuela. Partidos da oposição dizem que o objetivo do presidente venezuelano é alterar a Constituição do país para dar continuidade ao seu projeto de poder.

Donald Trump afirmou que Washington terá atuações rápidas e fortes contra o país sul-americano, caso a gestão de Nicolás Maduro persista com a Constituinte.

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Senadora Gleisi Hoffmann apoia o governo de Nicolás Maduro

Em Nicarágua, no 23º encontro do Foro de São Paulo, a senadora brasileira Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, afirmou que a direita golpista não sossega. Ela manifestou toda sua indignação com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva arbitrada pelo juiz federal Sérgio Moro.

Além disso, a senadora petista enalteceu o nome de Ernesto Che Guevara e a data do centenário da Revolução Russa de 1917. Ela finalizou dizendo que manifestava sua solidariedade e apoio à gestão polêmica do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Lula mostra receio com o governo venezuelano

Até Lula, ex-presidente da República do Brasil e defensor irrestrito da esquerda latino-americana, aparenta restrições quando o assunto é o governo venezuelano. De acordo com o site Infomoney, o ex-presidente teria aconselhado várias vezes Nicolás Maduro a ter mais cuidado com o que estava implantando na Venezuela, apontado que a defesa da neutralidade do governo é o melhor recurso para que a paz volte ao país.

Lula também é contra a Constituinte que, segundo alega a oposição, foi orquestrada por Maduro com o intuito de se perpetuar no poder. O país já contabiliza mais de 100 mortes apenas em três meses de protestos.