De acordo com a BBC, a Associated Press e a agência Reuters, nesta quarta-feira (5) cerca de 100 pessoas invadiram o prédio da Assembleia Nacional venezuelana em Caracas, que é controlada pela oposição a Nicolás Maduro, e atacaram os legisladores e repórteres que estavam presentes em uma sessão plenária marcando o Dia da Independência do país.

Antes da investida agressiva, o vice-presidente Tareck El Aissami fez uma visita surpresa ao congresso. Acompanhado de altos funcionários do governo e de militares, o político afirmou que existem "poderes globais tentando subjugar a #Venezuela", e acrescentou que os planos de Maduro de reescrever a Constituição do país oferecem a melhor chance de tornar a nação "verdadeiramente independente".

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Após Aissami ter deixado o local, militantes pró-governo cercaram o prédio, começaram a provocar os legisladores com palavras de ordem ameaçadoras e partiram para o ataque físico.

Portanto objetos como bastões madeira, pedras e barras de metal, os agressores deixaram pelo menos quatro pessoas sangrando e cometeram roubos contra alguns dos representantes da imprensa. Um congressista disse à Associated Press que um de seus colegas, conhecido como Americo de Grazia, precisou ser carregado de maca para uma ambulância, já que estava sofrendo convulsões após ser atingido na cabeça.

Armando Arias, outro político que também foi agredido e necessitou de cuidados, declarou que seus ferimentos não doíam tanto quanto assistir a Venezuela se "perdendo" um pouco mais a cada dia.

Confrontos violentos

Há pelo menos três meses têm acontecido confrontos entre os governistas e os opositores de Maduro, a maioria apresentando atos violentos – o que já resultou na morte de pelo menos 90 pessoas.

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Existe um clima tenso entre os dois lados políticos: a oposição pede soluções para a grave crise econômica da Venezuela e exige eleições gerais que possam colocar um fim no regime socialista e ditatorial vigente, ao passo que o governo insiste em afirmar que seus inimigos estão buscando apoio dos Estados Unidos para perpetrar um "golpe" contra o país.

Nicolás Maduro realizou um discurso durante um desfile militar que marcou o Dia da Independência, onde afirmou que condenava a violência "estranha" que tomou conta da Assembleia. Além disso, exigiu uma investigação sobre o caso, desafiou a oposição a falar sobre a agressividade demonstrada pelos seus integrantes e declarou: "Eu quero paz para a Venezuela. Não aceito violência de ninguém".

Assista a vídeos do incidente:

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