Funcionário de uma instalação nuclear situada em Hanford (Washington, EUA [VIDEO]), Harold R McCluskey, 64 anos na época, dava expediente no local, na noite de 30 de agosto de 1976, quando uma súbita explosão aconteceu.

Apesar de ser afetado pela maior dose de radiação já registrada entre os humanos, McCluskey contrariou as expectativas e sobreviveu. Devido a incrível resistência ele foi apelidado de ‘Atomic Man’ (Homem Atômico), de acordo com informações do jornal britânico Daily Mail – confira a manchete.

O norte-americano, que no momento do acidente trabalhava como operador químico sênior, mexendo com plutônio, substância altamente radioativa usada nas bombas nucleares, sobreviveu mais 11 anos após o acidente.

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Porém, a morte dele não teve relação com a radiação. Aliás, nem câncer ele teve.

O nível de radiação na sala onde trabalhava quando a detonação aconteceu era tão intenso, que ela teve de ser lacrada. Em março deste ano o local foi demolido.

“Depois de mais de quatro décadas, [a área] onde McCluskey se tornou o Atomic Man foi finalmente derrubada em março, trazendo outro capítulo da história de Hanford para um fim”, comentou o jornalista Jordan Gass-Poore.

Vale lembrar que o território de 586 quilômetros quadrados em Hanford, onde o ‘Atomic Man’ exercia a profissão, era usado desde 1943 como parte do projeto secreto Manhattan, que desenvolveu a bomba atômica.

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Inclusive, a maior quantidade da substância estadunidense [VIDEO] era confeccionada ali. O plutônio usado na bomba que devastou Nagasaki (Japão), em 1945, por exemplo, veio das instalações onde ele atuava.

Conforme o Daily Mail, em setembro o restante do complexo será demolido.

Fé, recuperação e preconceito

No fatídico dia em que a vida de Harold R McCluskey mudou para sempre, ele percebeu que o laboratório iria explodir, mas, antes que pudesse fugir o pior aconteceu.

O respirador de borracha que o protegia da contaminação foi danificado. Ao inalar o ar venenoso seus pulmões foram infectados com amerício (metal radioativo). O norte-americano ainda ficou temporariamente cego.

Bryce Breitenstein, médico que o tratou na época, alegou que ele absorveu “a maior dose de amerício já registrada em um humano - 500 vezes o padrão ocupacional”.

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Gravemente ferido, McCluskey, membro da igreja Batista e temente a Deus, foi tratado no Centro de Descontaminação de Emergência Hanford, durante cinco meses.

O medo dele infectar alguém com a radiação absorvida era tanto, que a esposa e as duas filhas podiam chegar somente a 30 metros de distância, durante o tempo de internação.

Em resumo, depois de passar por um doloroso tratamento de raspagem de pele para a retirada dos estilhaços de vidro e metal, de receber doses cavalares de uma droga experimental para ajudá-lo a expelir o material radioativo, McCluskey voltou para a cidade natal, Prosser, no estado de Washington.

Contudo, populares o apelidaram de ‘Homem Atômico’. Nem mesmo os amigos queriam se aproximar dele, por medo de serem infectados com a radiação remanescente em seu corpo. #Bizarro #Estados Unidos #EUA