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Em um documento de agosto de 2017, Erik Prince, o empreiteiro militar mais infame do mundo, propõe um contrato de dois anos, oferecendo em torno de 5.000 armas e 100 aeronaves, trazendo um custo total de US$ 10 bilhões por ano para os EUA reverterem o curso da guerra no #Afeganistão."Estamos gastando demais no Afeganistão e está piorando a insurgência, através da corrupção e do vazamento para os talibãs", disse o ex-SEAL da Marinha. Sobre os gastos atuais. Segundo ele, a campanha afegã custaria US$ 45 bilhões este ano e US$ 50 bilhões em seguida.

O presidente dos #Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou diversas vezes as propostas apoiadas pelo Pentágono para enviar mais tropas para o Afeganistão, adiando uma nova estratégia dos EUA para enfrentar a guerra mais longa dos Estados Unidos.

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O diretor da Agência Central de Inteligência, Mike Pompeo, visitou o Afeganistão na semana passada, avaliando e considerando parcialmente a proposta do Sr. Prince. A CIA não quis comentar.

Prince, ex-proprietário de Blackwater, agora Academi, se descreve como um "disruptor". Ele discutiu suas ideias com funcionários da Casa Branca em várias ocasiões, propondo colocar o Afeganistão "através de uma falência" e nomear um administrador fiduciário semelhante a um vice-rei dos dias do império britânico.

Prince já fora próximo ao governo, que pagou a sua antiga empresa mais de US$ 2 bilhões para fornecer apoio militar no Iraque, no Afeganistão e em outros lugares, porém sua antiga empresa, a Blackwater, ficou com má reputação pelo controverso massacre de 14 civis iraquianos pelos membros de sua empresa, em Bagdá em 2007.

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Os EUA têm mais de 8 mil soldados no Afeganistão, porém propostas do Pentágono incluem um aumento de cerca de 4.000 para conter a insurgência Talibã e apoiar o governo de Cabul, que controla menos de 60 por cento do território, mas o Donald Trump está considerando a retirada total.

Debates internos no governo dizem que o presidente quer economizar mão-de-obra e dinheiro e evitar desgaste no tipo de guerras conforme prometeu aos eleitores. O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse a repórteres na segunda-feira que o Conselho de Segurança Nacional se reuniu três vezes sem decidir qual curso tomar.

Erik Prince, cuja irmã é a secretária de educação de Trump, Betsy DeVos, espera contar com o apoio de Steven Bannon, estrategista-chefe da Casa Branca que anteriormente defendeu a "desconstrução do estado administrativo" e, pelo menos, alguns na CIA. Além disso, espera apresentar seu plano revisado e atualizado para a Casa Branca, e crítica a abordagem dos EUA no Afeganistão cuja missão da OTAN, liderada pelos EUA, alternou 17 comandantes em 15 anos.

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Enquanto os soldados dos EUA enviados para o Afeganistão são regularmente jovens, inexperientes e servem apenas em curtas missões, Erik Prince afirma ter uma equipe de sargentos experientes serviria ao lado de soldados afegãos na linha de frente para o longo prazo, incorporando em mais de 91 batalhões. Esses contratados não substituiriam a operação de forças dos EUA de 2000 soldados para combater o terrorismo, apenas a missão consultiva, liderada pelos Estados Unidos, para as 350.000 forças de segurança afegãs do país, disse ele.

A proposta é de 90 dias por turno, retornando aos mesmos batalhões após 60 dias de licença. Pagaria US$ 500 a US$ 600 por dia, as forças seriam contratadas não só dos EUA, mas também do Reino Unido, Alemanha, França, Suécia, África do Sul e Austrália.

Algumas pessoas familiarizadas com a proposta elogiam sua ênfase na eficiência e nos resultados, questionando a ética e a complexidade das forças militares privadas, acrescentando que o secretário de defesa Jim Mattis provavelmente não apoiará esse plano.

Segundo Mattis: "Ele fez sua lição de casa, mas há muitas lacunas - ele está olhando isso de uma perspectiva de negócios e ninguém deveria estar olhando uma guerra assim. #guerra ao terror