O mundo voltou a chorar os mortos de um ataque orquestrado pelo #Estado Islâmico no último dia 17 de agosto, na localidade de Las Ramblas, em Barcelona, na Espanha. Defendendo os ideais do grupo jihadista, um motorista avançou com a van branca que dirigia contra populares e pedestres que circulavam por uma das áreas de mais forte turismo na cidade [VIDEO]. O número de mortos subiu, nesta semana, para 16.

O formato como se deu o ataque em Barcelona lembrou outros atentados recentes. Em julho do ano passado, em Nice, na França, um caminhão branco acelerou em uma conhecida avenida da cidade e também promoveu o massacre. O mesmo expediente foi visto em dezembro de 2016, quando um outro caminhão invadiu em velocidade o mercado de Natal de Berlim, na Alemanha, gerando 12 mortes e outros 49 feridos.

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A similaridade dos ataques, que parecem compor uma nova "onda" de atentados do EI, chamou a atenção da reportagem da Blasting News Brasil. Desta forma, a BN procurou ouvir um especialista na área para tentar entender esse novo fenômeno que vem assolando o mundo com relativa frequência. Em #entrevista exclusiva, o doutorando em Economia Política internacional, Ricardo Santos, deu o seu ponto de vista.

Na avaliação de Santos, a nova tática do EI em motivar seus seguidores a atacarem através de um simples veículo, o que não exige grandes mobilizações estratégicas, decorrem da recente perda de território do grupo.

"Diante das recentes baixas do Estado Islâmico e a perda de determinadas regiões estratégicas, este grupo terrorista vem utilizando ferramentas menos custosas e mais fáceis do ponto de vista da sua mobilização para manter a insegurança no imaginário das sociedades.

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Os recentes episódios em Nice, Berlim e Barcelona demonstram que as técnicas empregadas e os alvos dos terroristas estão em constante rearticulação para atender a mesma finalidade: perpetrar a lógica de terror", explica Santos, que tem graduação e mestrado em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI/PUC-Rio).

Forma de enfrentar o terrorismo ainda gera discórdia

Introspectado na humanidade conforme o seu próprio avanço, o #Terrorismo ainda gera muitos debates sobre a maneira correta de enfrentá-lo. Em um primeiro momento, cada país afetado busca eliminar os seus algozes, isolar as áreas atingidas e ampliar o esquema de segurança. A curto prazo, é a alternativa viável. Mas, em um espaço maior de tempo, países como Estados Unidos, França e Alemanha, além de tantas nações do oriente médio, acabam sendo reincidentes.

Na avaliação do especialista, o fator-surpresa de cada ataque, já que nunca se trata de algo previsível, é um complicador na forma de se defender.

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"A forma como se enfrenta o terrorismo, depende, em primeiro lugar, da forma como se encara este fenômeno. Há quem defenda que o terrorismo é uma tática de guerra, um crime ou resultado de fenômenos históricos estruturais políticos, econômicos, sociais e culturais que produzem determinadas patologias. Não há uma única medida de segurança a ser adotada", lamenta.

Santos entende que reforçar os sistemas de inteligência de cada país pode ser um caminho a ser observado. Deste modo, as soluções passariam mais pela esfera política do que pelo âmbito militar.

"O caminho mais adequado a ser seguido, ainda que difícil, é o reforço dos mecanismos de inteligência entre Estados, Organizações Governamentais e Não-Governamentais. Ou seja, a partir de uma esfera política. Uma vez que é extremamente difícil prever a ocorrência de um ataque e arcar com os custos de uma ação militar ofensiva, o caminho menos danoso para garantir as liberdades individuais é a de desmobilizar preventivamente estes ataques a partir do compartilhamento de informações entre diversos atores envolvidos no combate ao terrorismo", finaliza.