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Uma #menina de dez anos foi notícia no mês passado, depois de a Justiça indiana não ter permitido que ela abortasse. A criança ficou grávida, com apenas dez anos de idade, após ter sido repetidamente #estuprada por um tio. Os pais só descobriram os abusos quando a criança já estava grávida e tentaram, por tudo, que ela pudesse abortar. Porém, o tribunal da Índia falou que já haviam passado vários meses da gestação e disseram ainda que estava tudo bem com o bebê. Por essas razões, eles acreditavam que não havia razões para o #aborto. Agora, a menina foi mãe, mas ainda não se sabe como ela vai reagir a toda essa situação.

De acordo com a imprensa indiana, a criança foi levada para o hospital em Chandigarh, no estado do norte de Punjab, mas seus pais sempre falaram que ela iria remover uma pedra, não lhe falando sobre o bebê.

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A menina deu à luz através de cesárea e poderia mesmo não ter percebido tudo o que aconteceu, até porque seu pai já havia pedido que a criança, que nasceu com pouco mais que dois quilos, fosse colocada para adoção, para que ninguém tivesse qualquer ligação com esse bebê.

De acordo com o canal NDTV, o bebê foi imediatamente levado para uma unidade de terapia intensiva, assim que nasceu. O chefe da equipe que tratou a menina, o médico Dasari Harish, disse: "No que diz respeito à menina, ela está estável e será mantida em uma sala separada do bebê". Ele acrescentou ainda que apesar de se ter tratado de uma "gravidez de alto risco", tudo terminou com um parto "sem intercorrências". "Esperamos que o bebê também se recupere", disse o médico, consciente que ele nasceu ainda muito pequeno e frágil.

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O mesmo médico revelou que a menina não estava consciente do que estava acontecendo. São muitas as dúvidas sobre essa gravidez, uma vez que uma criança com dez anos não está formada para gerar uma nova vida. Essa gravidez poderia causar graves danos à saúde da menina. Por isso, pais e médicos tentaram lutar por esse aborto, que poderia salvaguardar essa menina. Porém, alguns médicos também mostraram preocupação de que um aborto, no corpo de uma criança, poderia ser igualmente grave.

Quando a família recorreu para o tribunal supremo de Déli, ela já estava grávida de 32 semanas, e já poderia ser muito perigoso avançar com esse aborto. O presidente do tribunal, J S Khehar, negou o pedido da menina citando uma "grave ameaça" para sua vida. "O conselho médico está convencido de que não será do interesse da criança ou do feto vivo, que tem aproximadamente 32 semanas, fazer esse aborto", disse.

No meio de circunstâncias tão difíceis, todos tentaram minimizar os danos na menina e então falaram para ela que ela precisava de uma operação para remover uma pedra. Na sala onde aconteceu essa cirurgia cesárea, estava uma equipe de médicos que consistia em três ginecologistas, um anestesista, um neonatologista e um pediatra.