Elas dizem que deram duro como qualquer trabalhador e que agora é a hora de se aposentar. Ex-prostitutas [VIDEO] do México ganharam uma "ajudinha" do governo e estão agora em um asilo. O fato virou objeto de comemoração para Carmen Muñoz, que sempre teve medo sobre como seria a sua velhice. Ela foi uma das que entrou em protestos e fez campanha para que o governo mexicano fizesse uma "casa de repouso" para as "mulheres da vida". Em entrevista ao G1, durante um especial sobre o tema, ela revela que chegou a encontrar colegas dormindo até mesmo no lixo.

Conheça o primeiro asilo para ex-prostitutas do México: 'Merecemos tranquilidade'

As ex-garotas de programa dizem que merecem um lugar para viverem tranquilas e também passarem seus últimos dias.

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A chamada 'Casa Xochiquetzal' é o primeiro abrigo oficial que tem o intuito, justamente, de abrigar ex-prostituas. A história do abrigo, no entanto, começou em tempos bem antigos. Muñoz explica que antes de ir para o abrigo chegou a trabalhar de empregada doméstica para um padre da igreja católica. Sua vida sempre foi muito dura. Até os 22 anos, por exemplo, ela sequer era alfabetizada. Nem mesmo o padre conseguiu ajudá-la na educação.

Aliciamento para programas apareceu em momento de dificuldade

Muñoz começou a se prostituir quando passava necessidades. Sem conseguir emprego, ela ouviu uma proposta de outra mulher no meio da rua, que questionou se ela precisava fazer sexo com o marido, que não dava nem mesmo um sabonete para ela, porque não faria com outros homens, que seriam capazes de dar a quantia necessária para ela sustentar os filhos.

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Mesmo com medo e achando tudo aquilo errado, Muñoz teve a sua primeira vez e depois ficou décadas fazendo isso.

'Percebi que valia a pena', diz garota de programa que foi 'da vida' por 40 anos

O homem que chamou Muñoz para o seu primeiro programa acabou não tendo relações com ela. Percebendo que a mulher estava desesperada, ele simplesmente deu o dinheiro na mão dela e foi embora. No dia seguinte, no entanto, a mulher voltou ao local e se prostituiu. Dali para frente foram 40 anos de trabalho nas esquinas da capital mexicana. Ela não nega e revela que o trabalho valia a pena e que não se arrepende do que fez. Com o dinheiro, ela criou os filhos.

Antes do asilo para garotas de programa, elas viviam em meio ao lixo

A mulher explicou ainda que antes do asilo existir chegou a encontrar mulheres mais velhas em meio ao lixo. A situação fez com que ela lutasse por condições melhores para outras "mulheres da vida". #Crime #Investigação Criminal