David Jeffers foi acusado de ter deixado sua parceira para morrer, na cama de um hotel, após um ato sexual que terminou muito mal. Ele disparou uma espingarda que havia inserido na genitália de sua amante, supostamente depois de terem combinado essa fantasia sexual. [VIDEO]

Ele diz que foi um acidente e que a arma não era para ter sido disparada, mas a verdade é que após ter disparado, desfigurando sua companheira, de 46 anos, ele fugiu do hotel Britannia, em Manchester, na #Inglaterra. Surpreendentemente, a vítima, que não tem sua identidade revelada para sua proteção legal, conseguiu sobreviver, mas ficou com lesões para o resto da vida.

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No tribunal, o homem, de 47 anos, foi condenado a uma pena de dez anos de prisão, apesar de ele jurar que tudo isso foi um acidente, de uma fantasia que correu mal. Dias antes do encontro nesse hotel, a vítima havia contado a Jeffers sobre esse seu desejo sexual, por mensagem de texto. A mulher pagou para Jeffers ficar com ela nesse noite, no dia 30 de janeiro. Antes de se relacionarem sexualmente, eles consumiram droga e álcool, de acordo com a investigação do tribunal.

Foi aí que, supostamente a pedido da mulher, Jeffers usou a espingarda carregada. Depois, o pior aconteceu quando ele, acidentalmente, pressionou o gatilho. Assustado com o que acabara de fazer, ele fugiu, mas antes telefonou para a recepção, pedindo por ajuda. Depois, correu para fora do hotel, em direção para uma estação de trem, tentando regressar a Leeds, onde vivia.

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Quando o empregado do hotel subiu ao quarto, ele encontrou a mulher nua, sobre a cama, dizendo, quase sem forças: "Estou em agonia, vou morrer". A vítima foi levada para a o hospital de Manchester, onde uma cirurgia de emergência salvou sua vida, mas ela ficou com lesões traumáticas para a vida. No hospital, ela contou sua versão dessa história trágica, descrevendo Jeffers como "um homem ruim".

Nesta sexta-feira (4), o tribunal de Manchester julgou Jeffers por tentativa de assassinato. O acusado assumiu sua culpa por ter a arma e colocar a vida de outro em risco, mas disse que a vítima havia concordado em "participar do ato como parte de sua própria fantasia sexual". O juiz conclui esse caso dizendo que se tratava de "uma fantasia sexual com terríveis consequências".

O magistrado condenou o homem "por uma ofensa de posse de uma arma de fogo com a intenção de pôr em perigo a vida" de outra pessoa. Jeffers assumiu esse crime e sempre colaborou com a Justiça. A vítima não se declarou em tribunal porque "recentemente sofreu um lapso em sua saúde mental", segundo o que foi dito durante o julgamento. #casais #relação íntima