Nesta quinta-feira (3), um juiz da Corte da região de Piemonte, em #Turim, na #Itália, declarou que o ato de se masturbar em público não será mais considerado como crime [VIDEO] de atentado ao pudor. A medida foi tomada após a Justiça não atender a um pedido de prisão depois que um marroquino praticou o ato dentro de um ônibus na Itália e, ao ejacular, atingiu as roupas de uma mulher.

Para juiz, o ato da masturbação não passa de um ato obsceno

De acordo com o juiz que determinou a descriminalização da masturbação em locais públicos, o ato é apenas obsceno, uma vez que não há nenhum tipo de agressão sexual ou física com a vítima.

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No ano passado, em setembro, a Corte Suprema da Itália também já havia decidido que o ato de se acariciar em público não deve ser considerado como crime, desde que não seja realizado em frente a menores de idade.

Marroquino se masturba em transporte público na Itália e atinge mulher após ejaculação

O fato que desencadeou toda essa polêmica envolveu a italiana Alessandra Cecchelli e um marroquino, de 27 anos, que, em um ônibus lotado de passageiros, se aproximou do corpo da vítima, começou a se masturbar e ejaculou em suas roupas. Os demais passageiros não perceberam a situação, mas a cena foi gravada pelas câmeras de seguranças no interior do coletivo.

Depois de se auto infligir prazer, o homem desceu do ônibus como se nada tivesse acontecido.

Após o fato, algumas pessoas notaram as roupas da jovem italiana manchadas e a alertaram.

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Para o juiz, o ato não se tratou de violência sexual

Após denunciar o fato às autoridades, o caso foi analisado, mas, de acordo com o relatório emitido pelo magistrado italiano, o fato de, na história relatada por ela, não se ter elementos suficientes para confirmar que o homem se masturbou e ejaculou em suas pernas, o mesmo não pode qualificá-lo como criminoso sexual.

Suprema Corte da Itália já descriminalizou a masturbação em setembro de 2016

A questão da masturbação não ser caracterizada como crime sexual já tem precedentes na Itália. Em setembro de 2016, a Suprema Corte italiana revogou a sentença de um homem, de 69 anos, identificado apenas com as iniciais PL, que havia sido condenado a uma pena de três meses de reclusão, além de pagamento de multa de 3.200 euros, por ter sido flagrado no campus da Universidade de Catania, que fica na Sicília. De acordo com os advogados, houve uma mudança na lei que prevê que a masturbação apenas é crime se praticada na presença de crianças e adolescentes, menores de idade.