Membro do Mercosul desde 2012, a #Venezuela recebeu, neste sábado (5), a sanção mais alta permitida pelo bloco. Ela prevê a #suspensão dos direitos políticos da Venezuela por não cumprir as exigências da ordem democrática estabelecida pelo bloco.

A reunião, que aconteceu neste sábado, contou com a participação dos chanceleres dos países fundadores do #Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A decisão foi baseada na crise que o país vem passando e a “ruptura da democracia” que fere o Protocolo de Ushuaia. No protocolo existe uma cláusula onde os países se comprometem com a democracia. Com isso, a Venezuela só poderá retornar suas atividades no bloco após restaurar a ordem democrática no país.

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"Desde que o governo venezuelano enveredou por um caminho que o levou a se afastar cada vez mais da democracia, nossos países, em diversas instâncias, manifestaram preocupação", disse o representante brasileiro Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores.

Apesar da suspensão, o documento não prevê sanções comerciais, pois o motivo específico da reunião era o direito do povo. Porém, cada país pode aplicar retaliações em suas negociações com a Venezuela.

Pronunciamento de Maduro

Após a suspensão do Mercosul, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, se pronunciou na Rádio Rebelde, da Argentina, afirmando que “nunca vão tirar a Venezuela do Mercosul”. A declaração contou com criticas ao Brasil e acusou o presidente da Argentina, Mauricio Macri, de bloqueios políticos e comerciais contra Venezuela.

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Em 2012, após a suspensão temporária do Paraguai devido ao impeachment do presidente Fernando Lugo, as ex-presidentes Dilma Rousseff (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina) incentivaram a entrada da Venezuela no Mercosul. Nessa ocasião, faltava apenas o consentimento do Paraguai para a aceitação do novo membro.

Porém, devido a problemas econômicos e democráticos, a Venezuela descumpriu muitos dos prazos impostos pelo bloco na adesão.

Crise na Venezuela e a Assembleia Constituinte

Na última semana, foi instalada a Assembleia Constituinte que será responsável por reescrever a Constituição da Venezuela. Essa convocação traz um novo capitulo da crise no país, que se encontra em uma briga de poderes desde o primeiro semestre de 2016, quando o controle do Legislativo foi assumido pela Mesa da Unidade Democrática (MUD).

A Assembleia Constituinte foi instalada apenas quatro meses depois de protestos da oposição, que foram marcados pelas denúncias de violações dos direitos humanos por parte do governo e da morte de mais de 100 opositores.