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Uma #Mulher usou uma #arma de fogo acreditando ser de brinquedo dentro de um #shopping, mas quase causou um grave acidente quando o objeto disparou de verdade.

O incidente aconteceu em Atlanta, no estado americano da Georgia, e foi divulgado pela polícia, que atendeu a ocorrência. A mulher passeava no shopping com o seu filho. Enquanto caminhavam dentro de uma das lojas locais, o garoto avistou uma arma posicionada em cima de um banco.

Acreditando ser de brinquedo, o garoto pegou a arma, e a mãe decidiu então puxar o gatilho do que acreditava ser um artefato inocente, e acabou disparando um tiro, que acertou uma parede.

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Ninguém se feriu.

Tudo ocorreu dentro da loja da marca Adidas, no shopping Lenox Square, na quarta-feira (23).

Incidentes com armas de fogo em solo americano são tão fatais quanto acidentes com carros

Nos Estados Unidos, onde o porte de arma de fogo é legal, os acidentes com esse tipo de objeto são muito comuns e chegam a matar tanto quanto os acidentes de trânsito, excluindo os números referentes a motos e vans.

Em 2014, o país apresentou uma taxa de mortos por arma de fogo de 31 pessoas para cada 1 milhão, o que faz com que o país dispare à frente de qualquer nação europeia nesse quesito.

Em junho deste ano, uma pesquisa apontou que 19 crianças foram mortas ou feridas por armas de fogo em solo americano, incluindo ataques a escolas, assaltos a mão armada e acidentes domésticos.

Para alguns estudiosos do país, esse é um fator considerado um problema de saúde pública.

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Assim como acontece no Brasil, a população mais afetada por essa questão são os jovens negros e de baixa renda.

Cerca de 40% dos casos atendidos de menores com ferimentos causados por arma de fogo acontecem quando a arma é manuseada pela própria criança.

Os americanos e a cultura da arma de fogo: um brinquedo perigoso

No Brasil, uma solução para conter e quase acabar com os casos de mortes acidentais de crianças com arma de fogo foi a proibição da fabricação e da comercialização de armas de brinquedo que imitem as verdadeiras.

Somente brinquedos que fazer alusão a algum personagem (como o Batman) podem ser vendidos. Além de facilitar a identificação por parte dos pais, que rapidamente veem se a arma é de brinquedo ou não, a lei também visa causar um estranhamento na criança, quando olha para uma arma de verdade, que sentirá receio em mexer.

Nos Estados Unidos, no entanto, eles possuem uma cultura que venera desde sempre a arma de fogo. Seja pela caça, ou mesmo pelo tiro como esporte, as crianças são colocadas em contato com esse tipo de objeto sem muitos pudores, o que com certeza contribui com o número de acidentes.