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As forças armadas americanas estão cada vez mais presentes em diversos países do mundo numa estratégia global de domínio. De acordo com Ken McGraw, porta-voz do comando de operações especiais (Socom), no ano de 2015 as forças de operações especiais das Forças Armadas americanas já estavam implantadas em 135 países.

Se bem que é verdade que todos os dias tropas militares [VIDEO]dos Estados Unidos estão realizando missões em 80 a 90 nações, ações que vão desde treinamento, reconhecimento de terreno, incursões noturnas até o confronto, muitas vezes a longa distância. As ações das neste grande número de países fazem parte de uma estratégia global de operações silenciosas comandadas pelo Pentágono em todos os continentes, menos na Antártica.

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No período final do mandato do presidente George Bush as forças de operações especiais atuavam em 60 países conforme foi divulgado. Em 2010, este número já havia chegado a 75 nações e em apenas três anos as forças já estavam presentes em 133 países, chegando em 2015 a 135.

O financiamento para o comando das operações especiais mais que triplicou, de US$ 3 bilhões em 2001 para quase US$ 10 bilhões em 2014, segundo informa o Government Accountability Office (GAO). Estes valores, porém, não incluem varias agências de serviços paralelas.

Ainda em 2015, o general Joseph Votel relatou que a cada dia cerca de 11 mil membros das forças especiais são implantados ou estacionados fora dos Estados Unidos prontos para responder a uma crise no exterior. O general de operações Votel comentou que grande parte dos recursos está focado no Oriente Médio, mas que também há grande atuação na Europa Oriental, assim como continuam operando na América do Sul, oferecendo algum tipo de suporte aos interesses americanos no Sul do continente, atuando também no Pacífico com muitos dos seus aliados.

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De acordo com relatórios oficiais, a porcentagem das forças de operações especiais implantadas no Oriente Médio diminuiu nos últimos anos. Em 2006, 85% dos operadores especiais foram implantados, mas esse número caiu para 69% em 2015.

Durante o mesmo período, o Comando do Norte - dedicado à defesa da pátria - manteve-se estável em 1%, o Comando Europeu (Eucom) dobrou sua porcentagem, de 3% para 6%, o Comando do Pacífico aumentou de 7% para 10% e o Comando do Sul, voltado para a América Central e do Sul, bem como o Caribe, aumentou de 3% para 4%.

Em 2006, apenas 1% dos operadores especiais implantados no exterior foram enviados para a área de operações do Comando da África. Em 2015, foi de 10%, ou seja, foi o continente que teve o maior aumento de contingente.

Domínio militar americano

Estes números, áreas de atuação e operações americanas só vêm para mostrar mais uma vez a grande influência e força militar dos Estados Unidos e a sua grande e complexa estratégia para ter domínio sobre os quatros cantos do planeta. #USA #ForçasArmadas