Os pesquisadores têm editado com sucesso o DNA de embriões humanos para corrigir uma condição cardíaca hereditária, abrindo as portas para uma nova era na ciência. Esta é a primeira vez que a edição de genes em #Embriões humanos foi realizada nos Estados Unidos. Os pesquisadores disseram em entrevistas nesta semana que consideram seu trabalho muito básico.

Os embriões foram autorizados a crescer por apenas alguns dias e nunca houve intenção de implantá-los para criar uma gravidez. Mas eles também reconheceram que continuarão a avançar com a ciência com o objetivo final de ser capaz de "corrigir" genes causadores de doenças em embriões que se desenvolverão em bebês.

Publicidade
Publicidade

As novidades do notável experimento começaram a circular na semana passada, mas as informações da pesquisa tornaram-se públicas na última quarta-feira (1), com um artigo na revista Nature. O experimento denominado de CRISPR (ou Clustered Regularmente Interspaced Short Palindromic Repeats), um tipo de "tesoura molecular", está testando os limites de nossa capacidade de manipular a vida e foi recebida com entusiasmo e polêmica.

"Realmente não editamos nada, nem modificamos nada. Nosso programa é para corrigir genes mutantes", explicou o pesquisador Mitalipov. O estudo foi realizado em óvulos de 12 voluntárias ​​e espermatozóides de um voluntário masculino que carrega o gene MYBPC3 que causa cardiomiopatia hipertrófica (HCM).

O HCM é uma preocupante doença dos músculos cardíacos que não causa sintomas e permanecer sem ser detectada até provocar morte súbita.

Publicidade

Não há como prevenir ou curar, e afeta 1 em cada 500 pessoas em todo o mundo.

A pesquisa foi muito bem sucedida. Assim que as células do embrião começaram a se dividir e se multiplicar, um grande número parecia estar se consertando usando a cópia normal, não mutada, do gene do material genético feminino. Juan Carlos Izpisua Belmonte, pesquisador do Instituto Salk, explicou que há muitas vantagens em tratar um embrião do que uma criança ou um adulto.

"Eu não quero ser negativo com nossas próprias descobertas, mas é importante informar o público sobre o que isso significa", disse ele. "Na minha opinião, o percentual de pessoas que se beneficiariam com isso no modo atual do mundo é bastante pequeno".

Mitalipov afirma que esperava que os órgãos reguladores deveriam fornecer mais orientação sobre o que deveria ou não ser permitido. Caso contrário, ele disse: "Esa tecnologia será transferida para áreas não regulamentadas, o que não deveria estar acontecendo". #Pesquisa genética #Células Tronco