Foi com "alívio e satisfação" que um pai viu a execução, por metralhadora, do homem que estuprou e matou sua filhinha de 3 anos. Rana Almatari tinha 3 anos quando foi levada de uma rua, por um vizinho próximo. Muhammad al Maghrabi levou a #menina, estuprou-a e matou-a, causando a maior das dores a seus pais desolados, no #iêmen.

Agora, a Justiça determinou que seu castigo seria o de ser fuzilado em praça pública, perante milhares de pessoas que assistiram o momento em que o acusado foi executado. Na frente da plateia estava Yahya Almatari, o pai da menina, que admitiu agora estar se sentindo "aliviado" e pronto para recomeçar sua vida.

Publicidade
Publicidade

Almatari fez questão de ficar na linha da frente enquanto via seu vizinho ser baleado, até à morte, com tiros de uma AK-47. "Sinto como se eu tivesse renascido. Este é o primeiro dia da minha vida. Estou aliviado agora", contou este homem, que estava rodeado por vários outros membros de sua família.

Após o fuzilamento, Almatari foi com sua família pegar no corpo da menina, que ainda estava no necrotério, e a levaram para enterrar no cemitério, já depois de saberem que havia sido cumprida justiça. O homem foi preso, dois dias depois de a menina ter desaparecido, e a polícia encontrou pílulas e lubrificantes em sua casa, acreditando que ele planejou todo esse crime.

Al Maghrabi, um cidadão marroquino, havia levado Rana enquanto ela brincava fora de sua casa, na capital iemenita, Sanaa, durante um festival.

Publicidade

Ele a levou para a casa de seu pai, onde ele estuprou e estrangulou a criança até à morte. Depois, ele jogou o corpo da menina perto de uma mesquita. A morte desta menina chocou o país, que está vivendo uma guerra civil.

Quando a menina desapareceu, houve um envolvimento de todos os vizinhos e das emissoras de televisão nacionais para a encontrarem. Acredita-se que a família do assassino, que vivia a duas casas da família Almatari, avisou a polícia do envolvimento de seu filho.

Jamileh, mãe da pequena Rana, desmaiou quando lhe disseram que o corpo de sua menina havia sido encontrado e teve que ser levada para o hospital, onde foi tratada do choque emocional. Ela também testemunhou o assassino de sua filha sendo executado por um policial com a AK-47.

A família avisou no tribunal que só enterrariam o corpo da menina, quando o seu assassino fosse castigado, seguindo assim a lei da Sharia, a que eles são devotos. Talvez por isso, a execução aconteceu ainda mais rápido e o homem foi levado para ser morto. De acordo com a polícia, ele não demonstrou remorso em momento algum a caminho de sua execução.