O governo da #Moldávia, que se mostra pró-Ocidente, recentemente tomou medidas visando à contenção de influência da subversão russa no território e busca expandir sua cooperação com a #Ucrânia e a Otan (Organização do Atlântico Norte). O presidente Igor Dodon, com sua política pró-Rússia, não consegue progredir significativamente sua união com o Kremlin.

Por conta disso, o presidente russo, Vladmir Putin, tentará desestabilizar o governo da Moldávia e capacitar o presidente Dodon, restabelecendo uma política em Chisinau. Esta anexação arriscada é uma manobra política visando ampliar sua influência e poder de decisão russo na região.

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O presidente Igor Dodon enfrenta resistência de membros do governo que são pró-Ocidente em sua tentativa de alinhamento do país à Rússia. Esta política junto a Vladmir Putin busca integração da Moldávia nas estruturas controladas pela Rússia, incluindo a União Econômica Eurasiática (EEU).

Atualmente, Dodon não é capaz de iniciar negociações de adesão ou alcançar progresso sem o apoio do parlamento. O presidente tenta converter a Moldávia de um sistema parlamentar para um sistema presidencialista, expandindo seu poder. O Tribunal Constitucional da Moldávia interveio no plano em julho de 2017, considerando o referendo, que ocorreria em setembro do mesmo ano, inconstitucional.

As medidas decisivas para combater a influência russa foram tomadas pelo Parlamento, pró-Ocidente, e, seu primeiro-ministro Pavel Filip, além da integração às estruturas da Otan e de União Europeia.

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Além dessa manobra, o Parlamento exigiu que as “forças de manutenção da paz” da Rússia fossem retiradas do território moldavo em julho de 2017 e, também, negou a entrada de uma série de altos cargos políticos russos no país, incluindo o vice-primeiro-ministro, Dmitry Rogozin.

Rogozin alegou, anteriormente, que o governo da Moldávia estava sendo controlado por uma “máfia oligarca”, em uma entrevista ao canal de televisão russo Rossiya 24, na qual também fez "críticas difamatórias à República da Moldávia e, implicitamente, aos cidadãos do nosso país".

A entrevista foi transmitida após o avião em que Rogozin viajava para a Moldávia ter sido proibido pela Romênia de atravessar seu espaço aéreo. Bucareste disse que agiu porque o vice-primeiro-ministro estava sob uma proibição de viagem da UE (União Europeia) por conta da anexação da Península da Criméia da Ucrânia pela Rússia em 2014.

A Moldávia também busca expansão da cooperação da segurança regional com a Ucrânia, reiterando apoiar a o país na luta contra as Forças de Procuração da Rússia no Leste da Ucrânia.

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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, participou da abertura de uma passagem na fronteira conjunta, objetivando o controle aduaneiro e também o combate ao tráfico e atividades de inteligência da Transnístria.

Ambos os governos querem expansão do controle regional, buscando acabar com atividades mercenárias russas nos países. Esta cooperação ocorre após a expulsão de cinco diplomatas russos em maio, acusados de recrutar moldavos para lutar em favor de separatistas na Ucrânia.

Em resposta ao movimento da Moldávia, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou o embaixador da Moldávia para "protestar fortemente" contra "atos irresponsáveis" visando minar as relações bilaterais.

Reação russa

Para a Rússia, as promoções de cooperação entre Ucrânia, Moldávia e Otan ameaçam seus interesses na geopolítica regional. O Kremlin ameaça a Moldávia e o flanco entre Ucrânia e Otan através de uma base militar ilegal em Transnístria, afirmando que esta cooperação é uma tentativa de isolar sua base em Transnístria, dificultando o translado de tropas e suprimentos.

O vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação Russa, Blair Zhamusuev, disse que a Rússia pode vir usar força militar para proteger sua base, caso a Moldávia ou a Otan tentasse isolá-la.

Provavelmente a Rússia aumentará seus esforços para obstruir o governo amplamente pró-ocidental, pois como as opções do presidente Dondon são limitadas, o Kremlin trabalha com desinformação e subversão, ampliando a influência do presidente.

Em caso mais extremo, a Rússia, pode vir a utilizar suas forças militares em Transnístria, desestabilizando potencialmente a Moldávia, visando um colapso do governo nas eleições parlamentares em 2018 e iniciando um conflito irregular na região.

Dmitry Rogozin acusa os Estados Unidos de treinarem forças especiais de infiltração em uma base militar financiada pelos americanos em Bulboaca, na Moldávia, com intuito de sabotar a base em Transnístria. Os EUA reiteram que a Rússia mantém atividades ilegais no país, busca apoiar a soberania da Moldávia e que qualquer atividade russa deve ser retirada do território. #Russia