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Os #Protestos ocorridos na cidade de Charlottesville [VIDEO], no último sábado, dia 11, continuam a ecoar pelas redes sociais de todos o mundo. E o serviço de streaming Spotify também deu sua contribuição. Enquanto o Facebook está fazendo uma espécie de “revisão” dos grupos, excluindo aqueles que incitam o ódio, o Spotify anunciou a remoção de artistas e bandas que incitem o ódio em suas letras.

Remoção de conteúdo ofensivo

Segundo o Ig, essa decisão foi uma resposta direta do Spotify a uma lista divulgada pelo site americano Digital Music News. A lista continha 37 artistas, que podiam ser ouvidos no Spotify, que “pregavam” a supremacia branca, atualmente associada ao racismo.

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Com relação a isso, o Spotify declarou que houve remoção imediata de alguns supremacistas da plataforma e já está fazendo uma severa análise para apurar todos aqueles que contenham qualquer tipo de discurso de ódio contra qualquer grupo que costume sofrer preconceito.

Mas essa não foi a primeira lista divulgada que prejudicou os “negócios” desses serviços de streaming. O site “The Verge” também anunciou uma enorme lista, com cerca de 54 músicas com essa temática de supremacia que estavam disponíveis no serviço da empresa iTunes e, consequentemente, a Apple estava literalmente lucrando com discursos de ódio. Obviamente as bandas foram imediatamente retiradas da plataforma. Isso ocorreu em 2014.

Apesar dessas bandas e artistas possuírem baixíssima audiência, os protestos de Charlottesville, onde vários assumiram literalmente a posição de nazistas, muda a situação totalmente.

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Por isso, é necessária a retirada desse tipo de conteúdo da plataforma. E não é somente a supremacia branca que será retirada, mas todos os conteúdos considerados racistas e preconceituosos, incluindo incitação à violência ou contra qualquer opção sexual.

O serviço Spotify [VIDEO], uma espécie de #Netflix para músicas, surgiu em 2008 através de uma startup surgida na Europa e teve um crescimento muito rápido, em dois anos já contava com 10 milhões de usuários, dos quais um quarto era composto por assinaturas pagas o que, basicamente, remove as propagandas. Atualmente, conta com mais de 75 milhões de usuários, sendo que 20 milhões são pagantes.

Racismo ao longo da História

Ao longo da História, já houve o chamado “racismo científico”, também conhecido como Racialismo, que tentava classificar os seres humanos em raças, mas a teoria foi desacreditada após a Segunda Guerra Mundial, principalmente por causa dos terríveis eventos conhecidos como Holocausto. Apesar do péssimo exemplo, a discriminação racial ainda permanece presente em todo o mundo.

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Muitas universidades e estudiosos estudam esse fenômeno, principalmente buscando identificar o próprio conceito de “racismo”, variando os grupos étnicos e camadas sociais, para fazer uma observação da variação do comportamento humano usando esses parâmetros. Infelizmente, esse tipo de comportamento ainda existe e, por mais que haja esforço para educar os cidadãos e conscientizá-los da irracionalidade de se agir de maneira preconceituosa, isso não é suficiente.

Logo, a única solução encontrada pela maioria dos países é transformar a prática em crime, como acontece no próprio Brasil, que coíbe essa terrível prática com leis para aqueles que tem essa prática.