No último sábado (11), o mundo ficou chocado com a marcha racista realizada nos Estados Unidos e muitas empresas resolveram se posicionar contra a onda de ódio que [VIDEO]tentou se espalhar pelo país. O Facebook, por exemplo, fez questão de excluir do seu banco de dados, todos os grupos supremacistas. O #spotify também agiu rápido e começou a remoção de todas as músicas e bandas que de alguma forma procuram incitar o ódio.

O site Digital Musica News chegou a divulgar uma lista com dezenas de músicas supremacistas que estavam disponíveis na plataforma de streaming e a reação da empresa foi dura e imediata. O porta-voz da Spotify confirmou que diversos músicos foram removidos e que muitos outros estão sendo analisados com muito rigor, pois a empresa não permitirá este tipo de conteúdo em sua plataforma.

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A marcha em defesa da supremacia branca, realizada em Charlottesville, nos Estados Unidos, mostrou que as empresas de tecnologia precisam ficar mais atentas com o conteúdo que disponibilizam para seus milhões de usuários no mundo todo.

Mas engana-se quem pensa que é só o Spotify que está enfrentando este tipo de problema, pois há vários serviços de streaming tendo que fazer uma varredura em todo seu conteúdo, analisando #Música por música. O Southern Poverty Law Center divulgou há um tempo uma lista com mais de 50 bandas supremacistas que disponibilizam suas canções no iTunes. Na ocasião, a Apple precisou agir rapidamente para eliminar todos estes músicos e mostrar que a empresa não é tolerante com quem incita o ódio e o racismo.

Apesar do discurso do Spotify, o Southern Poverty Law Center afirma que esta é a empresa mais lenta para tirar conteúdo racista de sua plataforma.

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O porta-voz do Spotify defende a empresa, alegando que não estava ciente de tal conteúdo e que, atualmente, todas as denúncias são analisadas em pouquíssimo tempo. Se for confirmado que o conteúdo realmente é racista, ele é removido imediatamente.

O problema é que a maioria das bandas denunciadas pelo Digital Music News ainda estão no Spotify. Porém, muitas delas têm somente uma página, sem nenhum conteúdo disponível. As gravadoras maiores é que cadastram muitas das músicas na plataforma, mas há também as gravadoras pequenas e são elas que acabam levando as bandas independente, que muitas vezes adotam um discurso racista.

Tem ainda o problema de ‘’recomendações’’, pois quando algum usuário ouve uma música racista, o próprio Spotify recomenda outras canções semelhantes. #ódio