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Com lágrimas de dor e sofrimento, o mundo voltou os seus olhos para Barcelona, na Espanha, ao longo desta quinta-feira. Um novo atentado terrorista, já reivindicado pelo grupo autoproclamado Estado Islâmico, espalhou cenas de horror por uma das principais cidades da Europa. Na avenida La Rambla, um dos principais pontos turísticos da cidade, uma van branca avançou pela calçada e atingiu pedestres que ali se encontravam.

Até o fechamento desta edição, as autoridades locais trabalhavam com os seguintes números: 13 mortos e no mínimo outros 100 feridos, sendo 15 deles em estado grave. Nos desdobramentos do ataque terrorista, duas pessoas supostamente envolvidas já foram presas, embora nenhuma seja o motorista da van, que segue foragido segundo a polícia local.

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Nas redes sociais, simpatizantes de grupos extremistas entraram em campanha recentemente por atos na Espanha.

Um dos dois suspeitos presos até agora se chama Driss Oukabir, que já era um conhecido "de longa data" da polícia. Ele é acusado de ter alugado a van do ataque em La Rambla, de acordo com informações divulgadas pela Guarda Civil Espanhola. Oukabir tem 28 anos e já havia sido preso, mas estava livre desde o ano de 2012. As autoridades já ativaram o protocolo de segurança para situações deste tipo e recomendam que as pessoas não passem pela Praça da Catalunha.

O ataque

O ataque em Barcelona nesta quinta-feira tem traços semelhantes com o ocorrido em Nice, na França, em julho do ano passado. Na ocasião, um caminhão branco acelerou em uma das avenidas da cidade atropelando pessoas que circulavam tranquilamente pela rua.

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Dezenas foram mortos em um atentado brutal que chocou o mundo.

Esse formato de ataque terrorista, que parece cada vez mais comum, é "barato" para os seus autores. Não há a necessidade de grande estratégia ou de mobilização de uma grande equipe. Basta um veículo e um motorista disposto a causar o terror que o ato será praticado.

O relógio marcava cerca de 17h quando o atacante avançou com sua van pela calçada de La Rambla, em Barcelona, em um horário de pico para a presença de turistas. Relatos dão conta de que o veículo percorreu em alta velocidade 500 metros. "Vi pessoas voando", disse uma testemunha.

Josep Lluís Trapero, chefe policial de Catalunha, não teve muitas dúvidas ao sentenciar o que estava acontecendo na cidade: "Nada mais é do que um atentado terrorista com o objetivo de matar o máximo de pessoas que for possível", avaliou.

Na localidade de Sant Just Desver, um dos autores do massacre teria sido morto em uma troca de tiros com a polícia. No entanto, o condutor da van conseguiu fugir e segue fora do alcance dos policiais.

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Um áudio obtido pelas autoridades detém informações sobre sua descrição física: trata-se de um homem de 1,70m de altura, vestido de camisa branca e listras azuis.

Brasil se posiciona

Uma onda de comoção e apoio aos cidadãos da Espanha gerou grande repercussão ao redor do mundo. E o Brasil se manifestou de forma oficial através do Itamaraty, órgão do governo responsável por assuntos relacionados a outros países.

Em nota, o Planalto disse que "deplora veementemente" o atentado protagonizado em uma das ruas mais famosas de Barcelona, e reforçou que o Brasil sempre vai condenar "todo e qualquer tipo de ato vinculado ao #Terrorismo". Além de prestar sentimentos aos familiares das vítimas e apoio aos feridos, o governo brasileiro declarou que ainda não tem informações de eventuais cidadãos do país envolvidos no crime que abalou o mundo nesta quinta-feira.

*O texto desta reportagem foi finalizado por volta de 21h30 desta quinta-feira. #FC Barcelona