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Um ataque contra o restaurante turco Aziz Istanbul, comumente frequentado por estrangeiros, em Ouagadougou, capital de #Burkina Faso, ocorreu na noite deste domingo (13), às 21 horas, matando 18 vítimas e deixando 10 feridas, sendo que várias estão em estado crítico. "Segundo testemunhas, pelo menos dois criminosos chegaram de moto às 21h, armados com fuzis kalashnikovs (AK-47), e abriram fogo contra o restaurante", declarou um policial à AFP. A troca de tiros entre os atacantes e as autoridades prolongou-se durante a madrugada de segunda-feira (14) até às 5 horas (2 no horário de Brasília). O governo de Burkina Faso descreveu o incidente como um "ataque terrorista".

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Uma das vítimas era de nacionalidade turca.

Remis Dandjinou, porta-voz do governo de Burkina Faso, declarou à imprensa que as vítimas tinham diversas nacionalidades e confirmou que dois atiradores foram mortos na operação realizada pelas forças de segurança. Antes de anunciar o final do ataque, Dandjinou afirmou que várias pessoas eram mantidas como reféns e que algumas haviam sido liberadas. Segundo ele, o ataque foi praticado por um grupo de jihadistas.

Os feridos foram transportados para o hospital Yalgado Ouedraogo.

"Estamos lotados", declarou um cirurgião à AFP. "Recebemos uma dezena de feridos, três deles morreram. A situação de outros feridos é muito crítica", completou.

O restaurante fica próximo à cafeteria Cappucino que foi alvo de um braço da Al-Qaeda em janeiro de 2016.

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Em dezembro do mesmo ano, 12 soldados morreram em uma ação contra um regimento na região norte do país. Dois meses antes, quatro militares e dois civis morreram em um ataque.

Ex-colônia francesa, Burkina Faso sofre com uma onda de ataques cometidas por grupos terroristas.

"Condenamos o #Ataque Terrorista que causou muitas mortes de inocentes, ontem (no domingo) em Ouagadougou. Lamentamos a morte de um dos nossos cidadãos", disse o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, em comunicado. “A Turquia vai continuar a apoiar e a mostrar solidariedade para com o Burkina Faso que, lamentavelmente, se transformou num alvo do terrorismo internacional, nos últimos anos”, acrescentou o ministério de Negócios Estrangeiros de Ancara.

Burkina Faso foi cenário de vários ataques jihadistas desde 2015.

Um perímetro de segurança foi estabelecido pelas forças de defesa e segurança e todas as estradas que levam ao aeroporto internacional de Ouagadougou foram interditadas. #Ougadougou