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O presidente norte-americano, Donald #Trump, voltou a intensificar o diálogo com a #Coreia do Norte, nesta sexta-feira (11). O líder político dos #EUA ameaçou os norte-coreanos utilizando a expressão "locked and loaded", que significa em português "arma engatilhada", para ilustrar que os EUA estão prontos para o confronto, caso o país asiático continue ameaçando o território americano de Guam, localizado no Oceano Pacífico. [VIDEO]

Trump postou no Twitter que as soluções militares estão inteiramente prontas caso a Coreia do Norte tenha a audácia de executar as ameaças. O presidente americano terminou torcendo para que Kim Jong-un encontre outro caminho.

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A resposta veio um dia depois do secretário de defesa dos EUA, Jammes Mattis, declarar que os Estados Unidos estão preparados para conter qualquer ameaça, e gostaria que tudo isso fosse tratado de forma diplomática entre as duas nações.

Em função das ameaças de ontem, as bolsas de valores ao redor do mundo caíram, aumentando o medo dos investidores de uma possível guerra. As bolsas dos EUA, Europa e Ásia caíram, e, para não ser diferente, ontem o iBovespa fechou em queda de 1%.

Empresa especializada avalia impactos de uma possível guerra entre EUA e Coreia do Norte

A Capital Economics, consultoria canadense, divulgou um estudo hoje cedo prevendo que a Coreia inicialmente atacaria a vizinha Coreia do Sul numa eventual guerra na região. [VIDEO]Parte do estudo diz que a experiência em conflitos nos lembra o grande impacto que a economia pode sofrer, exemplo da Síria que perdeu 60% do seu PIB nos conflitos de guerra recentemente.

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A partir da Segunda Guerra Mundial, o conflito mais caótico foi exatamente a Guerra da Coreia (1950-1953) que acarretou em 1,2 milhões de mortes e uma queda de 80% do PIB, mostrando que a Coreia do Norte entende bem os valores que estão em jogo.

Segundo a análise da consultoria, a Coreia do Sul corresponde aproximadamente a 2% da produção mundial e caso houvesse um desastre de 50% do seu PIB em uma eventual guerra, o PIB global seria afetado negativamente em 1%.

Nos EUA, o impacto fiscal seria alto, visto que o país possui atualmente dívida de 74% do PIB. Quantificando o exemplo acima, na guerra da Coreia, o governo americano gastou em torno de 4,2% de seu PIB no conflito.

Impacto financeiro

Assim como ocorrido nos últimos dias, a consultoria afirmou com a possível guerra, os países emergentes teriam suas moedas desvalorizadas (exatamente o que está acontecendo com o real em relação ao dólar nesses últimos dias), pois os EUA possivelmente forneceria liquidez ao mercado, como fez no ataque de 11 de setembro.

A bolsa brasileira fechou essa sexta-feira (11) em com alta de 0,54%, mesmo com todos esses entraves políticos e o real continua desvalorizando frente ao dólar.