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Maduro convocou uma votação que formou a Assembleia Constituinte da Venezuela. O órgão poderá mudar a Constituição do país e funcionará como poder legislativo. A votação decidirá um representante para cada município do país e dois para cada capital. Os dados oficiais revelaram que nem mesmo metade da população compareceu à votação, com 41,5% de comparecimento, enquanto a oposição afirma que 88% da população venezuelana não votou como forma de protesto.

O Brasil, por meio do Itamaraty, declarou que não vai reconhecer a constituinte imposta na #Venezuela como democrática. Além do Brasil, a Argentina também não reconheceu a constituinte, a Colômbia declarou que a assembleia tem origem espúria, e Donald Trump disse que vai estudar a imposição de mais sanções à Venezuela.

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O líder venezuelano perdeu controle até mesmo dos antigos aliados chavistas, que agora formam um grupo próprio no parlamento com intenção de depor a assembleia de Maduro. E entre os aliados de Maduro que foram eleitos pela constituinte estão até mesmo seu filho e sua mulher.

Sanções que entrarão em vigor

Segundo comunicado americano, todos os ativos de #Nicolás Maduro que estiverem sob jurisdição americana serão congelados, e cidadãos americanos estão proibidos de fazer negócios com Maduro. Donald Trump já havia declarado que, caso o regime de Maduro impusesse sua constituinte, os Estados Unidos aplicariam fortes sanções econômicas ao país. Maduro rebateu as acusações de ser um ditador e as sanções impostas, dizendo que não recebe ordens imperialistas, não obedece nenhum governo estrangeiro, e que as sanções representam o desespero de Donald Trump ao ver que não conseguiria parar seu plano de eleger uma Assembleia Constituinte.

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Já existiam sanções americanas ao setor petrolífero venezuelano, de onde o estado tira boa parte de sua arrecadação. Além disso, o governo americano estuda parar as exportações de produtos petrolíferos refinados produzidos nos Estados Unidos à Venezuela, além de restrições no sistema bancário e cambial americanos para a empresa estatal de petróleo da Venezuela.

Crise humanitária

Venezuelanos que chegam ao Brasil dizem que não há mais comida na Venezuela. O país sofre uma grave crise de abastecimento, apresentando falta de recursos básicos para a população, o que provocou uma corrida por alimentos e remédios na fronteira entre a Venezuela e o Brasil.

O número de venezuelanos que chegam ao Brasil não para de crescer. Eles tentam fugir das péssimas condições de seu país de origem, aonde a população vem sofrendo uma grande repressão política. A cidade brasileira de Pacaraima, que fica na fronteira com a Venezuela, declarou estado de emergência na saúde pública, por conta do grande número de venezuelanos vivendo em situação precária nas ruas da cidade. E o número de pedidos de refúgio por parte de venezuelanos passa de 22 mil em Roraima.