Um garoto com Síndrome de Asperger teria sofrido discriminação em um colégio da região de Marlo, próximo a Buenos Aires. Segundo informações do El País, mães teriam pressionado o colégio com vários boicotes.

De acordo com uma postagem de uma das tias do garoto, Rosaura Gômes, ela teria flagrado, no grupo de WhattsApp da classe, mães fazendo comemorações pelo fato. A felicidade teria sido devido a uma suposta vitória da “expulsão” do garoto da turma na qual estudava. Segundo a postagem, em que estava o registro da conversa, muitas mães teriam achado uma “ótima notícia” tê-lo tirado de sua classe.

Rosaura ainda revelou, em seu #Facebook, que o menino é uma criança bastante “doce”, não é agressivo e que o garoto estava na quinta série.

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A tia afirmou que esse tipo de segregação foi feita com contra o menino e ainda o boicotam no colégio devido à sua deficiência [VIDEO].

Já Paola, a mãe do garoto autista, afirmou que seu filho gosta bastante de ter amigos e, muitas vezes, mesmo sem poder entender, ele brinca com eles. O garoto também gosta dos “Pokemons”, por estes serem assunto muito comentado. A criança chegar a sentir que está perdendo esse tipo de ligação e que está sendo colocado de lado.

A mãe do menino autista ainda defende o colégio e conta que a instituição de ensino fez uma reunião em que ficou acertado que o menino irá dividir o período em que ficará na escola, passando a estudar em várias turmas para que não perca o contato com as crianças que considera seus amigos. Paola ainda enfatiza ter gostado bastante da solução encontrada pelo colégio diante da pressão dos outros pais.

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No entanto, a mãe da criança responsabiliza os outros pais por tornarem insuportável a vida dos responsáveis do colégio até que eles cedessem à pressão. De acordo com Paola, foi feita uma espécie de “greve”, exigindo a mudança do seu filho de turma, e os pais já não estavam mais levando suas crianças para estudarem enquanto o menino não fosse transferido.

Em julho, das 35 crianças que estudam na classe, apenas 11 alunos apareceram e, mesmo assim, Paola insistiu em levar seu filho ao colégio todos os dias. Ingenuamente, a mãe chegou a pensar que a ausência das crianças estava relacionada às chuvas que castigavam a região, na época.

Sistema de ensino argentino

Paola fez a ressalva de que todas as escolas argentinas são escolas inclusivas e que esse tipo de situação é social. Embora a mulher afirme entender o lado das mães, ela ressaltou que estas não se colocam em seu lugar.

Dessa forma, foi acordado com a escola que o garoto poderá ter flexibilidade, ou seja, a criança não estará fixa em uma única série e dividirá o tempo com os diferentes níveis.

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Justificativa

Segundo uma das mães, Claudia (que afirmou estar aliviada com a transferência do garoto), há dois anos, o menino foi bem aceito pelas mães, mas lembrou que, naquele período, houve muitas agressões. De acordo com ela, o protesto teria sido para que o garoto tivesse um acompanhante. O pedido pela mudança seria apenas até o garoto ficar mais calmo.

Claudia chegou a enfatizar sobre o menino ter agredido outro garoto gravemente e afirmou estar pensando nele (autista) e nas demais crianças. #Argentina