O ditador norte-coreano Kim Jong Un [VIDEO] voltou a assustar o mundo em mais uma provocação militar, ao lançar o segundo míssil sobre o território japonês. O lançamento pode ser considerado uma represália às novas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da #ONU. Militares sul-coreanos relataram que o míssil alcançou uma altura estimada em 770 km e viajou 3,700km antes de cair no Oceano Pacífico.

Os cidadãos japoneses ficaram novamente em alerta diante da ameaça, sendo orientados a não se aproximarem de nenhum material que possa ter se desintegrado do míssil, uma vez que não se sabe se há material radioativo presente nos destroços.

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A escalada militar acontece poucas semanas após o lançamento do primeiro míssil em 29 de agosto e segundo estimativas preliminares, o projétil viajou mais alto e mais distante em comparação ao primeiro. As provocações distanciam ainda mais a Coreia do Norte [VIDEO] de uma solução diplomática, visto que países aliados como a China e a Rússia já sinalizam uma possível ruptura.

Programa de mísseis nucleares

Uma série de demonstrações recentes mostraram que a tecnologia norte-coreana para desenvolvimento de mísseis está mais avançada do que se imaginava. Os testes realizados neste ano, demonstram que os artefatos possuem grande poder de impacto e grande alcance, podendo chegar ao território americano. Em maio de 2017, a Coreia do Norte lançou o míssil Hwasong 12, que segundo analistas viajou por uma distância superior a 4,500 km em um raio de alcance que cobre as bases americanas na ilha de Guam como possível.

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Em julho, mais dois testes foram realizados, mas dessa vez com mísseis Hwasong-14 e demonstraram um poder de fogo ainda maior, sendo a primeira evidência de que a Coreia do Norte possuía em seu arsenal misseis balísticos intercontinentais. Para os especialistas, o Hwasong-14 teria um raio de alcance de aproximadamente 10,000 km, o que colocaria a cidade de Nova Iorque como possível alvo.

Não se sabe ao certo como o programa nuclear norte-coreano cresceu tão rápido em um curto período de tempo. Analistas do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS) sugerem que a Coreia do Norte tenha adquirido motores movidos a líquidos propelentes de alta performance, em mercado clandestino na Rússia e Ucrânia.

Militares americanos também acreditam que engenheiros norte-coreanos já tenham conseguido desenvolver a tecnologia necessária para acoplar ogivas nucleares em seus mísseis. Testes nucleares recentemente realizados em território coreano aumentam ainda mais essa suspeita e colocam as autoridades do mundo inteiro em alerta máximo para uma possível escalada bélica. #Trump