O governo chinês anunciou nesta quinta-feira, 28, por meio do Ministério do Comércio da #China que irá fechar todas as empresas norte-coreanas que estejam funcionando em território chinês até o mês de janeiro do ano que vem. Este é um duro golpe econômico para a #Coreia do Norte, já que um grande montante da sua economia gira em torno do comércio com a China. A ação é motivada pelas sanções impostas pela ONU ao regime ditatorial de Kim Jong Un.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas havia votado no dia 12 de setembro pela ampliação das sanções econômicas e diplomáticas contra a Coreia do Norte. As restrições incluem o cancelamento de exportações da indústria têxtil e a limitação do fornecimento de combustível.

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O governo chinês determinou ainda que empresas locadas no exterior e que tenham alguma ligação com o governo norte-coreano também deverão ser fechadas. A ação é uma reviravolta no cenário geopolítico, uma vez que a China era considerada um dos poucos países aliados da Coreia do Norte, que agora se vê ainda mais isolada.

O governo chinês estava sendo bastante pressionado por conta de sua postura branda diante das ameaças nucleares vindas do governo de Kim Jong Un. No começo desse ano, Beijing havia dado indicações de que estaria cortando relações com Pyongyang ao bloquear as importações de carvão, ferro e frutos do mar na fronteira entre os dois países.

Como se comporta a economia norte-coreana?

Como a Coreia do Norte [VIDEO] é um país fechado ao mundo exterior, o governo ditador não publica informações sobre sua economia, porém, o Banco Central da vizinha Coreia do Sul, ao analisar informações do serviço de inteligência, estima que no ano passado a economia norte-coreana teve o crescimento mais rápido ao longo de 17 anos, com um PIB acima de 3,9%, mesmo com as sanções internacionais.

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Os economistas acreditam que o crescimento se deve aos pequenos comércios e lojas que se espalharam na capital norte-coreana durante a última década. Mas isso não significa um crescimento social, uma vez que grande parte do PIB é usado para cobrir os gastos militares, enquanto a população comum vive com muito pouco. Apesar de se esperar que as novas sanções causem grande impacto na economia, a ação não é um rompimento econômico total.

A China ainda poderá realizar comércio de petróleo com o aliado vizinho, mesmo que em quantidades limitadas. Como complemento ao anúncio desta quinta-feira, o ministro das relações exteriores Lu Kang disse: “Nós somos contra qualquer guerra na península coreana [...] As sanções e a promoção do diálogo são ambos requisitos do Conselho de Segurança. Nós não devemos dar ênfase a um aspecto enquanto ignoramos o outro”. #ONU