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Enquanto as atenções do mundo se voltavam para o furacão Irma, o mais forte registrado no oceano Atlântico (categoria 5), na quarta-feira (6), outro evento natural de potencial destrutivo acontecia. Contudo, ao invés do mar, ele se manifestou no #Espaço.

De acordo com o site científico estadunidense Space.com, na manhã de ontem, duas poderosas explosões solares (de radiação) foram captadas. A segunda foi avaliada como a mais destrutiva já registrada na última década.

Para termos ideia do que aconteceu, numa escala onde A é a mais fraca, seguida por B,C,M e X, a erupção foi catalogada na categoria X. Ou seja, a mais intensa desde 2006, segundo o pessoal do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos [VIDEO].

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Conforme o NOAA, o episódio resultou numa grande área de apagões de sinais de rádios de alta frequência. Equipamentos em regiões iluminadas pelo sol no momento do fenômeno perderam contato por até 1 hora. A comunicação de baixa frequência, usada por embarcações, também foi afetada.

A primeira erupção (categoria X2.2) constatada às 5h10 já era a mais forte desde 2015. Porém, o evento posterior, observado três horas depois, superou todas as expectativas. Ele alcançou X9.3.

Semelhante à escala Richter para terremotos, cada letra simboliza um aumento de dez vezes na produção de energia.

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Para compreender o estrondoso acontecimento cósmico captado recentemente, basta entender o seguinte: um X é dez vezes um M e 100 vezes um C, e assim por diante.

Apesar de alguns instrumentos sentirem o impacto do episódio, cientistas salientam a possibilidade de satélites, sistemas de energia e comunicação serem afetados nos próximos dias.

Rob Steenburgh, pesquisador do NOAA, disse ao Space.com, que durante grandes alargamentos solares, a estrela também pode ejetar uma nuvem de plasma energética. O evento é chamado de ejeção de massa coronal (CME).

Entretanto, ele ainda não tem certeza se a CME estava direcionada ao nosso planeta. "Foi acompanhado por emissões de rádio que sugerem que existe um potencial para um CME. No entanto, temos que esperar até obter imagens do coronógrafo que capturariam esse evento para uma resposta definitiva", disse Steenburgh.

No momento, vale ressaltar que as falhas nos equipamentos ocorreram devido aos raios-X e UV, oriundos da explosão solar. A consequência disso foi a ionização da atmosfera terrestre, causando blecautes de rádio na parte iluminada pelo sol.

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O Brasil também foi afetado pela radiação extrema. Confira o mapa. A área em vermelho mostra os países atingidos.

Ejeção de Massa Coronal confirmada

Imagens da sonda SOHO, da #Nasa, destinada a estudar o sol 24 horas por dia, identificou que a mancha solar AR2673, além de produzir a explosão, também gerou ejeção de massa coronal.

Todavia, como dito anteriormente pelo cientista do NOAA, Rob Steenburgh, mais cálculos são necessários para saber se ela foi direcionada à Terra – confira o vídeo.

#EUA