Abuso infantil é algo terrível [VIDEO] e totalmente reprovável em todos os seus níveis, e não há como não nos sentirmos tristes, chocados ou revoltados quando nos deparamos com notícias relatando casos de estupros envolvendo crianças. Agora, imagine a situação de uma mãe que teve a sua filha de apenas cinco anos de idade violentada repetidas vezes pelo próprio meio-irmão adolescente, que comprava o silêncio de sua vítima dando-lhe doces.

Segundo os sites britânicos Mail Online, Metro e Mirror, este deplorável incidente aconteceu no Reino Unido – mais especificamente em Brighton, na costa sul da #Inglaterra – entre os meses de janeiro e agosto do ano passado, e alguns dos terríveis detalhes do caso foram revelados recentemente em uma das sessões do julgamento que apura o ocorrido.

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Os envolvidos no drama não tiveram suas identidades divulgadas, mas o fato é que a mãe da menina fez uma declaração perante o Tribunal de Juventude de Brighton (Brighton Youth Court), e revelou os traumas que a garotinha passou a enfrentar.

O início dos abusos

As investidas sexuais começaram quando a menina tinha apenas quatro anos de idade, e o meio-irmão dela 12 – atualmente ela tem cinco anos, e ele 14. O garoto mais velho costumava ir até a residência onde mãe e filha moram a cada duas semanas, e os abusos ocorriam quando a criança e o adolescente se juntavam para brincar de esconde-esconde.

De início, quando as agressões sexuais ainda não aconteciam, a garota apreciava receber seu parente, mas após algum tempo, começou a dizer que já não gostava mais dele, passando então a não esperar pelas suas visitas como fazia.

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A situação continuou assim durante um tempo – até que, durante um banho dado pela mãe, a menina criou coragem e contou tudo o que estava havendo.

Compra de silêncio e traumas angustiantes

Usando uma boneca como ilustração, a criança mostrou para a mãe como o irmão abusava dela, e quando lhe foi perguntado por que ela não havia dito nada antes, a garotinha respondeu ingenuamente que não gostava do que ele fazia, mas apreciava os doces que lhe eram dados para manter o silêncio.

Após saber destes fatos, a mulher acionou a National Society for the Prevention of Cruelty to Children (NSPCC, ou Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra as Crianças, em tradução livre), e telefonou para a polícia.

No relato feito durante o julgamento, a mãe britânica disse que sua filha está muito abalada, possuindo o que foi descrito como "uma sombra no rosto", que retorna cada vez que o nome do adolescente é mencionado.

A menina passou a acordar em pânico várias vezes durante a noite e a chorar ininterruptamente por até 45 minutos, mas nestes momentos não se deixa ser abraçada ou confortada – a angústia chegou a tal ponto que a criança já indagou algumas vezes: "Como eu paro de chorar a mamãe? Me ajude, me ajude".

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Além disso, a garota está sofrendo de ansiedade de separação, e fica apavorada se a mãe se distancia por apenas alguns minutos.

Ainda perante a corte, a mulher britânica disse que está assustada com o futuro da criança, uma vez que estas experiências traumáticas terão repercussões pelo resto da vida de sua filha.

Punição

Inicialmente, o garoto envolvido no incidente negou os seus crimes, mas no decorrer julgamento mudou suas alegações, passando a admitir que, de fato, praticou estupro e agressão sexual contra a irmã.

Tereza Szagun, juíza distrital que conduz o caso, afirmou no tribunal que acredita que o adolescente deve enfrentar uma pena mais severa do que 24 meses sob custódia – sentença máxima dada pelos tribunais britânicos da juventude.

Após o pagamento de uma fiança o rapaz foi libertado, mas em outubro ele deverá comparecer ao Tribunal da Coroa de Lewes (Lewes Crown Court), na Inglaterra, onde enfrentará uma sentença mais significativa do que a já estabelecida. #Caso de polícia #Europa