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Hoje, 14 de setembro, é o Dia Mundial da Realidade Climática. O movimento The Climate Reality Project, por meio da campanha "24 Horas de Realidade", procura avaliar (num dia) as condições climáticas no planeta. E nesses dias não faltam dados para trabalhar, em especial o atual furação Irma [VIDEO]que assola os Estados Unidos e o Caribe.

Valerá muito e será pedagógico para todos, em especial para as autoridades, acompanhar o "24 Horas de Realidade" que se inicia nesta quinta-feira (14) e termina na sexta-feira (15). Especialistas dos mais diversos setores apresentarão estudos sobre a atual situação climática. O evento será transmitido pela Internet.

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Segundo notícias da Democracy Now!, os sobreviventes ao #Furacão Irma, no Caribe, estão ficando sem água. O furação que lá chegou, na categoria 5, arrasou muitas ilhas caribenhas e deixou a população sem alimentos e água.

Sunil Sadhawani, um dos sobreviventes em San Martín, disse que as pessoas estão ficando sem água, em especial potável. "Temos crianças em casa e precisamos de água para sobreviver. Rezamos a Deus para que possamos obter primeiro água, a energia elétrica pode vir depois, não tem problema. Mas água é o principal para a sobrevivência".

Nos Estados Unidos, além de ceifar 22 vidas humanas, o furacão Irma destruiu cerca de 90% da infraestrutura de Cayos da Flórida, bem como mais de quatro milhões de pessoas continuam se eletricidade.

Não dá para negar a realidade

Conforme noticiado [VIDEO], o furação Irma está sacudindo o debate sobre as #Mudanças climáticas, o aquecimento global e a urgência de esforços em nível mundial na defesa do planeta.

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Nessa quarta-feira (13), o assessor de segurança da Casa Branca, governo dos EUA, Tom Bossert, concedeu entrevista coletiva à imprensa.

Em resposta ao jornalista Jim Acosta, da CNN, sobre se o governo #Trump reconhece agora a questão do clima e da segurança nacional, Tom Bossert disse: "Eu estava aqui no ciclo de furações que assolou a Flórida em 2004, quatro em seis semanas. Creio que seria producente para nós agora garantir que esses recursos de resposta estejam aí”.

Na entrevista de segunda-feira (11), ao Democracy Now!, a especialista em mudanças climáticas Elizabeth Kolbert chamou atenção para o cuidado em analisar eventos e atribuir como causas de mudanças climáticas. Ela disse que é necessário olhar para os diversos fatores aleatórios no sistema climático, pois, "não é um evento que pode ser diretamente relacionado às mudanças climáticas. Só podemos dizer, você sabe, que esses são os tipos de eventos previstos nos modelos de mudanças climáticas".

A especialista criticou, por outro lado, as autoridades que sempre acham um pretexto para não se discutir as mudanças climáticas e que a população deve exigir que se discuta.

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Os furações Irma (Flórida) e Harvey (Texas), para a especialista, constituem oportunidades para que discuta as mudanças climáticas.

A Agência Brasil reportou nesta quinta-feira (14) que o Relatório Especial Ciência e Clima, do Programa de Investigação da Mudança Global dos EUA, conclui que é muito provável que o aumento das temperaturas nas últimas quatro décadas está relacionado às atividades humanas. Corroborando com Elizabeth Kolber, cientistas afirmam que os furações constituem o sistema climático, mas ressaltam que o poderio destrutivo deles está aumentando desde 1970.

Não subestimemos tais eventos, bem como não deixemos de debater as mudanças climáticas, em especial um novo modelo de vida para as pessoas, muito imersas no consumismo, como muito tem alertado o Papa Francisco em sua Encíclica Laudato Si.