De acordo com a rede BBC e o Mail Online, um casal cristão do Reino Unido [VIDEO] retirou o seu filho de seis anos de uma escola primária da #Inglaterra porque a instituição de ensino permitiu que um dos colegas de classe do garoto, também do sexo masculino, passasse a usar vestidos em sala de aula.

Nigel (44) e Sally Rowe (42), que vivem na Ilha de Wight, afirmaram que pretendem processar a escola administrada pela Church of England (Igreja da Inglaterra, também conhecida como Igreja Anglicana) porque o liceu, ao adotar uma "agenda que anula as suas crenças", não estaria respeitando o direito do casal de criar os filhos seguindo preceitos religiosos.

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Há cerca de um ano, marido e mulher já haviam retirado da mesma escola o irmão mais velho do menino (atualmente com oito anos de idade) devido a um incidente muito semelhante ao atual, e agora a dupla pretende educar as crianças em casa – prática que é permitida pelo governo britânico.

Para Nigel e Sally, é errado fazer com que crianças pequenas sejam expostas à complexa questão da identidade de gênero, e eles decidiram agir quando o seu filho ficou "confuso" ao tentar entender o porquê de um garoto que ele conhecia ter passado a ser uma menina.

Choque entre posições

Entre os motivos citados para defender o seu ponto de vista, Nigel e Sally Rowe afirmam que os pais dos alunos não foram consultados quando a política do Reino Unido que visa combater a transfobia – comportamento negativo ou discriminatório em relação a transexuais e transgêneros – passou a vigorar na instituição de ensino.

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A norma escolar foi implantada para que as especificações estabelecidas pela chamada Lei de Igualdade (Equality Act), criada em 2010 pelo governo, fossem cumpridas. Entretanto, Nigel diz que muitas pessoas estão irritadas com o que está acontecendo, e que o público acaba tendo medo de expor as suas opiniões sobre o delicado assunto.

Os advogados do casal estão argumentando que, na verdade, é a escola que está sendo discriminatória, pois imputou a conotação de transfóbicos a indivíduos que estão somente seguindo sua fé – Sally, inclusive, chegou a revelar que tinha um bom relacionamento com a mãe do menino que passou a usar saia. Além disso, os juristas alegam que a Lei de Igualdade não se aplica neste caso, uma vez que o reconhecimento legal de reatribuição de gênero só é válido para maiores de 18 anos de idade.

Por outro lado, segundo o Mail Online, um porta-voz da Diocese Anglicana de Portsmouth reiterou que as escolas administradas pela instituição religiosa [VIDEO] "são espaços inclusivos onde os alunos aprendem a respeitar a diversidade" e que as leis antidiscriminatórias são seguidas porque a Igreja da Inglaterra acredita que "todos deveriam se sentir bem-vindos" aos seus liceus. #Transgênero #Europa